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O “Bom” Para Mim Pode Ser “Ruim” Para Você!

Atualizado em 24/01/2020 Por Dr. Alexandre Feldman

Dentre os muitos comentários que eu tenho recebido, um deles me chamou a atenção, porque criticava um ingrediente que eu sempre indico como sendo extremamente saudável e versátil. Uma leitora do site comentou que para ela, o iogurte nunca fez a menor diferença. Não em termos de sabor, mas de saúde. O iogurte nunca fez nada pela sua enxaqueca. Veja o comentário dela:

“O iogurte feito em casa nunca me fez nada de bom, sempre o tomei, fazendo com o envelope de lactobacilos e com todo tipo de leite, mas nunca curou minha enxaqueca, porque ele contém poucas bactérias benéficas, o que não dá para combater as mais de 50 trilhões de bactérias que povoam o nosso intestino. Somente o kefir cura a cândida e tem número suficiente de lactobacilos vivos, curando conseqëntemente, a enxaqueca, além de curar muitas outras doenças que a gente nem imagina que tem por causa da cândida, sem falar que os médicos nos medicam com todo tipo de remédio pensando ser outra doença, ou causa. Comecei a tomar o kefir há 6 meses e nunca mais tive enxaqueca, depois de anos com essa tortura, nenhum médico me curou, por isso faço todo dia o meu delicioso kefir, que tomo 3 vezes ao dia, e me sinto ótima! Também tem o kombucha, e o kefir de água…mas isso é uma outra história!…Tem tanta coisa boa por aí…
Graziela Polettini“.

Antes de mais nada, é importante lembrar que eu nunca disse que iogurte é remédio para alguma coisa, principalmente para enxaqueca. Ele é, sim, parte de uma alimentação saudável. E a alimentação saudável – essa sim – é um santo remédio para enxaqueca!

Eu fiz questão de transformar o seu comentário num artigo, para lembrar a todos os meus queridos leitores uma coisa muito importante: o que é bom para você pode não ser bom para a pessoa do seu lado. E o que é bom para o outro, pode ser péssimo para você!

Isso vale para tudo: um remédio que é bom para o paciente X, não faz efeito nenhum para o paciente Y. Um alimento que desencadeia uma severa crise de enxaqueca no sofredor fulano, não causa nenhum incômodo no enxaquecoso beltrano.

O iogurte não fez bem para você, ou talvez simplesmente não fez diferença nenhuma.

Já o Kefir fez maravilhas pela sua saúde, inclusive pela sua enxaqueca.

Parabéns, que bom que você encontrou, e recomenda, um alimento saudável que te ajuda tanto! E é saudável mesmo! E delicioso também!

Outro ponto importante no seu comentário, e que eu gostaria de falar a respeito, é sobre os lactobacilos. O iogurte e o kefir contêm micróbios diferentes um do outro. O que acontece é que um grupo desses micróbios pode ter efeito mais benéfico em um organismo, e menos benéfico em outro. E para outras pessoas, ambos os grupos de micróbios podem ser igualmente benéficos! Depende da situação.

Então você cometeu uma grande injustiça contra o coitadinho do iogurte. Ele é do bem, é saudável, delicioso e ajuda muita gente. Não é só porque ele não te ajudou é que ele tem de se transformar num vilão, ou num ingrediente ‘menor’.

Em todos os meus artigos e receitas, acho importante salientar que alguns ingredientes, por mais insuspeitos que pareçam, podem desencadear crises de enxaqueca em algumas pessoas – mesmo os ingredientes muito saudáveis.

Por isso, as pessoas devem prestar atenção em tudo o que comem, bem como no modo de preparo daquilo que comem, para justamente descobrir se esses alimentos ou modo de preparo lhe fazem mal.

Já recebi relatos de pacientes, por exemplo, que não podem comer banana ou abacaxi de jeito nenhum. Ou iogurte. Ou kefir! Esses alimentos, super saudáveis, fazem mal a eles.

Quando li seu comentário, fiquei até meio sem saber o que fazer, justamente por você ter criticado um ingrediente tão importante. Num primeiro momento, fiquei na dúvida sobre publicar ou não seu comentário, pois tive receio que um comentário assim desestimulasse o consumo de um alimento tão saudável.

Pensando melhor, realmente decidi não publicá-lo. Não na forma de um comentário, mas na forma deste artigo, que espero, seja esclarecedor para você e todos os leitores. Muito obrigado!

Futuramente, pretendo publicar um artigo especificamente sobre o kefir, que é tão saudável quanto o iogurte. E sobre o kombucha, por que não. E sobre o piima. Pouco a pouco, quero falar sobre todos os alimentos saudáveis que passam pelo processo de lactofermentação. E também falarei mais, no futuro, sobre essa interação (e não “combate”) entre as bactérias do kefir/iogurte/kombucha, e as bactérias (importantíssimas para nossa saúde) que povoam nosso intestino.

Antes que surjam comentários, esclareço de uma vez: a ciência não endossa a afirmação da leitora, que “somente o kefir cura a cândida e tem número suficiente de lactobacilos vivos”, muito menos que as trilhões de bactérias que povoam nosso intestino precisam ser combatidas.

Pelo contrário: a microflora dominante do Kefir não são bactérias, mas leveduras. São elas: Saccharomyces kefir e Tortula kefir. Essas leveduras dominam e contribuem para eliminar o excesso de leveduras nocivas ao nosso organismo (por exemplo, a Candida albicans, que quando em desequilíbrio no nosso ecossistema interno, provoca a candidíase). O kefir também contém uma espécie de lactobacilos que não costuma ser encontrada no iogurte, mas que nem por isso é melhor ou pior: o Lactobacillus caucasicus. Além disso, contém Leuconnostoc sp., estreptococos láticos e leveduras fermentadoras da lactose.

Tópico: Alimentação

Sobre o Autor - Dr. Alexandre Feldman

Médico clínico-geral (CRM-SP 59046), autor de vários livros sobre enxaqueca, criador e responsável pelo site Enxaqueca.com.br (onde você se encontra neste momento), palestrante, criador do termo "Medicina do Estilo de Vida", para designar a vertente da medicina que prioriza mudanças de hábito e estilo de vida para a prevenção e recuperação de doenças. Tem consultório em São Paulo, cidade onde mora com sua esposa, a culinarista Pat Feldman e dois filhos.

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