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Alimentação e Tireoide – O Que Comer

Atualizado em 15/08/2017 por Dr. Alexandre Feldman

Alimentação e tireoide – Prevenindo Hipotireoidismo

Alimentação e Tireoide - o que comer?

Alimentação e Tireoide – O que comer?

Atenção: Se você ainda não leu o artigo sobre que comidas evitar quando se quer prevenir ou minimizar hipotireoidismo, faça isso agora e depois retorne para cá. Em se tratando de alimentação e tireoide, é mais importante evitar um alimento inadequado que incluir um adequado.

Se você quer saber mais sobre hipotireoidismo, seus sintomas e dificuldades de diagnóstico, por vezes até mesmo mediante exames normais, independentemente da relação entre alimentação e tireoide, então leia este artigo e depois volte aqui.

Para prevenir ou minimizar problemas de tireoide:

1. Crie o hábito de comer peixe, principalmente de águas frias e profundas do oceano. Além de serem ricos em ácidos graxos ômega-3, são excelentes fontes de iodo, fundamental para o funcionamento da glândula tireoide, além de minerais como o selênio e o magnésio.

2. Minimize o consumo de açúcar e farináceos. Em se tratando de alimentação e tireoide, altos níveis de açúcar no sangue podem desregular o funcionamento da sua glândula tireoide.

3. Consuma alimentos ricos em iodo. O iodo é necessário, em pequenas quantidades, para a função da glândula tireoide, assim como o metabolismo das gorduras, produção de hormônios sexuais e uma série de processos bioquímicos. Cãibras musculares, dores de cabeça, depressão, pés frios, mãos geladas e ganho de peso podem ser sinal de deficiência dessa substância. Deficiências de iodo podem aumentar a sucetibilidade para doenças como o câncer de mama e a pólio. Alguns alimentos ricos em iodo são: frutos do mar, sal não refinado, algas marinhas, caldo de peixe caseiro, manteiga (não margarina), abacaxi, alcachofra, aspargos e uma série de verduras de coloração mais escura. Para que possa ser utilizado pelo organismo, o iodo requer níveis adequados de vitamina A, que são obtidos através da ingestão de manteiga e gorduras de origem animal em moderação (de animais criados soltos, e não em cativeiro ou à base de ração).

Algumas palavras de precaução quanto ao consumo de algas:

  • Embora as algas marinhas sejam ricas em iodo e uma série de outros minerais, seu consumo excessivo pode causar intoxicação pelo próprio iodo. Essa preocupação com excesso só existe em quem decide comer doses cavalares de algas, muitas vezes só porque leu e interpretou errado algum artigo sobre alimentação e tireoide. Não é isso que queremos. A sugestão aqui é usar algas no dia a dia sim, porém como tempero e não como prato principal.
  • Algumas pessoas não possuem a enzima capaz de digerir o carboidrato complexo presente nas algas.
  • Muitas algas comerciais são tratadas com pesticidas e fungicidas durante o processo de secagem e armazenamento, por esse motivo é importante que você conheça os métodos utilizados pelo seu fornecedor.
  • Por fim, recomenda-se deixar as algas de molho por um período de 6 horas a fim de auxiliar sua digestão.

4. Prepare caldo de peixe em casa, à moda dos nossos ancestrais, utilizando carcaças e cabeças, ricas em minerais, inclusive o iodo. Além disso, as cabeças dos peixes são fontes diretas de hormônios da tireoide, além de outras substâncias que nutrem essa glândula. Quer uma receita ótima de caldo de peixe? No site da culinarista Pat Feldman tem. Confira.

Quatro mil anos atrás, os médicos chineses rejuveneciam seus pacientes idosos através de uma sopa feita com as tireoides de animais. Segundo os textos antigos, esse tratamento ajudava os pacientes a se sentirem remoçados, com mais energia e capacidade mental.

 

Alimentação contra problemas da tireoide

Invista em comida. É mais barato que remédio.

Na Inglaterra do período vitoriano, os médicos prescreviam sanduíches especiais de tireoide crua para seus pacientes mais doentes. Embora tal sanduíche não ofereça o menor apelo ou atração para nosso paladar, as sopas, molhos e caldos feitos a partir do caldo de peixe caseiro são uma verdadeira delícia! Um “remédio” impossível de recusar!!

Algumas pesquisas indicam que até 40% das pessoas podem estar sofrendo de alguma deficiência da glândula tireoide e seus respectivos sintomas de fadiga crônica, ganho de peso, dificuldade em perder peso, resfriados e gripes freqüentes, unhas quebradiças, cabelos fracos, dificuldade de concentração, dores de cabeça, depressão e uma série de complicações mais sérias, como doenças cardiovasculares e câncer. Por que não incluirmos um caldo de peixe caseiro em nossa dieta, tanto quanto possível? Aqui está a receita.

5. Inclua ovas de peixe na sua alimentação. As ovas sempre foram valorizadas pelos povos primitivos do planeta, pela sua capacidade de auxiliar a prevenir problemas da tireoide, promover a fertilidade e nutrir mulheres grávidas e crianças em fase de crescimento.

6. Como vimos no meu artigo sobre alimentação e hipotireoidismo, algumas verduras cruas contêm substâncias naturais chamadas glucosinolatos, as quais, se consumidas em exagero, podem interferir negativamente com a produção de hormônios da tireoide. Entre essas verduras estão o repolho, brócolis, couve-de-bruxelas, couve-flor e espinafre. Evite o seu consumo diário na forma crua. Para neutralizar esse efeito potencialmente prejudicial à tireoide, basta cozinhar essas verduras, ligeiramente, no vapor, em água ou em sopas, ou saltear essas verduras na manteiga. ATENÇÃO: Em pequenas quantidades, pode-se – e até deve-se – consumir essas verduras cruas, pois somente quando cruas elas possuem importantes propriedades anti-câncer (por conta daqueles mesmos glucosinatos que são neutralizados pelo cozimento). A sabedoria está em não consumi-las cruas em grande quantidade diariamente.

7. Consuma grãos, cereais e sementes integrais que tenham sido deixados de molho por 7 a 24 horas, em água com gotas de limão ou 1 colher (sopa) de soro de iogurte ou seu soro. Faça isso com o feijão, arroz integral, grão-de-bico, lentilhas, trigo, aveia e todos os grãos e cereais que você consumir. Esse procedimento neutraliza substâncias potencialmente prejudiciais à tireoide, denominadas antinutrientes. O único grão que não obedece essa regra é a soja, pois seus antinutrientes não são neutralizados por tais procedimentos. Por essa razão, seu consumo deve ser evitado ao máximo!

Consultas – Informações

Tópico: Alimentação/ Estilo de vida

Sobre Dr. Alexandre Feldman

Médico (CRM-SP 59046) com quase 40 anos de prática clínica, dedicado ao tratamento de enxaqueca e dor de cabeça persistente, incluindo cefaleias crônicas e outras cefaleias primárias, como cefaleia em salvas, hemicrania paroxística crônica, hemicrania contínua e cefaleia tensional. Seu trabalho é orientado pela compreensão dos mecanismos biológicos da dor, integrando fisiologia, metabolismo, sono, ritmo circadiano, alimentação e estilo de vida, com foco no controle de longo prazo, não apenas no alívio pontual das crises. Autor do best-seller Enxaqueca - Só Tem Quem Quer, e de diversos outros livros sobre enxaqueca publicados desde os anos 1990, incluindo "Cefaleias Primárias - Diagnóstico e Tratamento" (Editora Artes Médicas, 1995), voltado para médicos. Desde 1998, mantém o site Enxaqueca.com.br, no ar há quase 30 anos. Atende presencialmente em São Paulo e online para pacientes no Brasil e no exterior.

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