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Tontura, Labirintite, Enxaqueca Vestibular e Enxaqueca Basilar

Atualizado em 06/02/2022 Por Dr. Alexandre Feldman

Tontura, Vertigem e Sintomas Labirínticos Fazem Parte da Enxaqueca

Muita gente que sofre de enxaqueca tem tontura e acha que tem labirintite, quando na verdade, sintomas labirínticos podem, simplesmente, fazer parte do pacote de sintomas da enxaqueca.

Essa tontura costuma ser sutil, por vezes só perceptível quando você vira a cabeça e tem a impressão de que os objetos à sua volta estão se movendo muito discretamente. Não muito diferente de quem fica muito tempo num barco no mar e, depois, mesmo em terra, tem uma leve sensação de que as coisas ao seu redor estão se mexendo.

Repetindo: muita gente que sofre de enxaqueca sofre desse tipo de situação, desse tipo de tontura. Ela pode aparecer ou piorar durante a crise, mas também pode muito bem ocorrer no período entre crises, quando a pessoa não está com dor de cabeça.

A duração dessa tontura é variável, podendo ser de alguns segundos a várias horas e até dias a fio.

Associado a isso, é possível também apresentar sensação de barulho no ouvido (ou zumbido, tinido etc). Na maioria das vezes, esse barulho costuma ser episódico.

Ou uma sensação de que o ouvido fica tampando e destampando.

Todos esses sintomas, quando acontecem em conjunto com os demais sintomas de enxaqueca ou associados a ela, recebem o nome de enxaqueca vestibular.

Por que esse nome?

Esse nome, vestibular, é por causa de uma estrutura do ouvido interno, que tem a ver com nossa sensação de equilíbrio, e que recebe o nome de sistema vestibular.

Labirinto é parte do sistema vestibular
Labirinto é uma parte do sistema vestibular

No Brasil, usa-se mais o termo sintomas labirínticos, inclusive no meio médico, ao invés de sintomas vestibulares. Não está errado, afinal o labirinto é uma estrutura do ouvido interno que faz parte do sistema vestibular.

Devido ao uso imensamente maior do termo labiríntico ao invés de vestibular, eu até acho que o termo em inglês vestibular migraine e que se traduz para enxaqueca vestibular, deveria, ao invés, ser traduzido para enxaqueca labiríntica, simplesmente porque soa mais familiar.

Mas, opiniões à parte, o termo utilizado em português é enxaqueca vestibular.

Na enxaqueca vestibular, o indivíduo pode, na prática, ter episódios de tontura durante as crises, ou até fora delas. Oficialmente, no entanto, para se chamar enxaqueca vestibular, as tonturas precisam ocorrer durante as crises.

Se existe enxaqueca e existem tonturas, porém as tonturas ocorrem fora dos períodos de crises, o certo é dar o nome de provável enxaqueca vestibular.

Qual a Causa?

Os sintomas labirínticos da enxaqueca vestibular são, provavelmente, causados pelo mesmo desequilíbrio químico cerebral que está causando a enxaqueca, porém seriam uma manifestação diferente desse desequilíbrio. E a forma como esse mesmo desequilíbrio se manifesta vai depender da “configuração genética” de cada um.

Portanto, a causa desses sintomas provavelmente não tem a ver com o ouvido interno, sistema vestibular e labirinto propriamente dito, mas com um desequilíbrio na base do cérebro que acaba se manifestando através de sintomas labirínticos.

Não diferente da visão que pode estar embaçada durante uma crise de enxaqueca, mas esse embaçamento não ser causado por um problema nos olhos. Ou mesmo a aura visual da enxaqueca.

Aliás, em alguns casos, os sintomas labirínticos podem ser a aura da enxaqueca.

Enxaqueca basilar

Quando sintomas labirínticos são a aura da enxaqueca, essa doença recebe o nome de enxaqueca basilar. Outros sintomas também podem ocorrer nesse tipo de enxaqueca, como:

  1. “Fala embaralhada” (o termo médico é disartria ou dislalia),
  2. “Barulho” ou “zumbido” no ouvido (tinnitus),
  3. Visão dupla (diplopia),
  4. Alteração da coordenação dos movimentos (Ataxia),
  5. Rebaixamento da consciência (a pessoa não fica inconsciente, mas fica menos consciente).

Neste caso, tais sintomas surgem de 15 a 60 minutos antes da dor de cabeça, exatamente como qualquer aura de enxaqueca.

Após esses 15 a 60 minutos, os sintomas acima tipicamente desaparecem e dão lugar à dor de cabeça, que pode vir acompanhada de náuseas, vômitos, aversão à claridade, barulho, cheiros, enfim, os sintomas típicos da crise de enxaqueca.

É claro que, na prática, vários dos sintomas acima podem não se restringir a 60 minutos e “invadir” a crise de dor de cabeça propriamente dita.

Tratamento

O tratamento de todas estas variantes é, essencialmente, o mesmo que o tratamento de qualquer enxaqueca. Afinal, enxaqueca é enxaqueca. Com aura, com tontura, com ou sem uma série de outros sintomas, mas ainda assim, enxaqueca.

Seu médico escolherá o tratamento mais adequado para seu caso.

Escrevi aqui no site uma série de artigos sobre tratamento da enxaqueca, com e sem remédios. Clique aqui, comece a ler, e marque a página para voltar sempre que quiser.

Conclusão

Tonturas e sintomas labirínticos podem ocorrer com frequência em quem sofre de enxaqueca. Elas podem durar de segundos a horas ou dias, e podem não acontecer em conjunto com as dores de cabeça. Esta é a assim chamada enxaqueca vestibular.

Há muita possibilidade de confusão com outras doenças, como doença de Menière, labirintite, tumores cerebrais, etc. Cabe a seu médico excluir a possibilidade de outras doenças com sintomas parecidos.

Tópico: A Enxaqueca/ Sintomas Rótulos: enxaqueca/ sintomas

Sobre o Autor - Dr. Alexandre Feldman

Médico clínico-geral (CRM-SP 59046), autor de vários livros sobre enxaqueca, criador e responsável pelo site Enxaqueca.com.br (onde você se encontra neste momento), palestrante, criador do termo "Medicina do Estilo de Vida", para designar a vertente da medicina que prioriza mudanças de hábito e estilo de vida para a prevenção e recuperação de doenças. Tem consultório em São Paulo, cidade onde mora com sua esposa, a culinarista Pat Feldman e dois filhos.

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