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Se tiver dor, marque nesta escala!

Atualizado em 22/06/2016 por Dr. Alexandre Feldman

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Um dos sintomas mais dramáticos da enxaqueca é a dor de cabeça. Essa dor pode apresentar diversas intensidades. Em algumas ocasiões, a dor de cabeça pode estar ausente, ou então ser leve, quase inexistente. Em outras ocasiões, ela pode ser moderada, severa e até incapacitante.

No meu livro Enxaqueca – Só Tem Quem Quer, explico, detalhadamente, a importância de se marcar, em uma agenda e/ou calendário, o dia e hora que as dores de cabeça se iniciam, bem como a intensidade das mesmas – se leves, moderadas, fortes ou muito fortes (incapacitantes). É importante, também, anotar se ocorreram náuseas, vômitos, aversão à claridade, ao barulho, e quaisquer outros sintomas. Por fim, deve-se registrar o tempo de duração de cada dor de cabeça. Somente desse modo, será possível medir, objetiva e quantitativamente, a melhora trazida por qualquer mudança de hábito, e até tratamento médico, com o passar dos meses.

Felizmente, nós possuímos a tendência de esquecer das dores de cabeça passadas e lembrar apenas da última crise de dor de cabeça, mais vividamente. Se de um lado isso é bom (quem é que gostaria de se lembrar, vividamente, de todas as suas dores?), de outro, pode gerar algumas confusões e más interpretações.

Digamos que antes de iniciar uma determinada mudança de hábito ou tratamento médico, você tinha dores de cabeça com uma freqüência média de 3 vezes por semana. Digamos que você foi ao seu médico e iniciou um tratamento. Digamos que, com esse tratamento, a freqüência de suas dores de cabeça caiu de 3 para 1 vez por semana. O médico lhe pediu para voltar em 2 meses, e logo na semana anterior à nova consulta, você teve 2 dores de cabeça fortes, que duraram o dia inteiro, acompanhadas de náuseas.

Se você é como a maioria das pessoas, que não mantém um registro escrito de suas dores de cabeça, é possível que, no dia da reavaliação médica, você diga: – “Estou péssimo! Só nesta última semana eu tive duas dores muito fortes!”. A tendência é de lembrar-se vividamente da última semana, e esquecer-se do fato que, nos últimos 2 meses, com exceção dessa última semana, a freqüência de suas dores diminuíra significativamente.

O contrário também é verdadeiro: pode ser que nos últimos 2 meses a freqüência de suas dores não tenha se modificado, com exceção da última semana, quando apresentou apenas uma dorzinha leve, quase inexistente, que passou rapidamente. É possível que, no dia da reavaliação médica, você diga: – “Estou ótimo! Nessa última semana eu tive só uma dorzinha muito leve!”.

Essas mensagens podem passar ao seu médico – e a você – a falsa noção de que um determinado tratamento ou mudança de hábito, estão (ou não) surtindo efeito. Tal noção errônea pode resultar em perda de tempo e frustração para você, a longo prazo. Por isso, nada melhor do que anotar tudo o que puder sobre cada episódio de dor de cabeça, e cada um dos sintomas que você porventura tenha apresentado concomitantemente.

Foi pensando nisso que decidi presenteá-lo com uma Escala de Dor. Clique aqui para ver essa imagem num tamanho que pode ser impresso por você numa folha de papel, e guardado para que você possa marcar (por exemplo, com um X) a intensidade de sua dor. Use uma escala nova para cada episódio de dor que apresentar.

A vantagem de marcar a dor numa escala como esta, é que fica mais fácil quantificá-la com maior precisão.

Normalmente, a orientação é graduar a intensidade da dor de 0 (sem dor) a 4 (dor incapacitante, ou seja, que impede a realização de quaisquer outras atividades). Portanto, “1” equivale a “dor leve”, “2”= “dor moderada” e assim por diante. Note, na Escala, que entre um número e outro, existem graduações intermediárias. Isso valoriza o fato que uma mesma dor “moderada”, por exemplo, pode ser tanto “moderada para forte”, ou “moderada para leve”.

Em alguns casos, a melhora da enxaqueca pode começar a ser percebida após um certo tempo, não tanto pela diminuição da freqüência, mas sim da inensidade das dores de cabeça. E isso você poderá quantificar, a partir de agora, nesta Escala.

Por isso, não perca tempo: Vá para esta página, imprima várias cópias desta Escala (você deverá utilizar uma cópia para cada episódio de dor de cabeça), e comece a marcar, daqui para frente, a intensidade de cada uma de suas dores de cabeça.

Meus agradecimentos ao Dr. Cleidio Alves Pereira, de Natal (RN), que desenvolveu uma Escala, a qual serviu de base para que eu fizesse esta Escala.

Tópico: Dica da Semana

Sobre Dr. Alexandre Feldman

Médico (CRM-SP 59046) com quase 40 anos de prática clínica, dedicado ao tratamento de enxaqueca e dor de cabeça persistente, incluindo cefaleias crônicas e outras cefaleias primárias, como cefaleia em salvas, hemicrania paroxística crônica, hemicrania contínua e cefaleia tensional. Seu trabalho é orientado pela compreensão dos mecanismos biológicos da dor, integrando fisiologia, metabolismo, sono, ritmo circadiano, alimentação e estilo de vida, com foco no controle de longo prazo, não apenas no alívio pontual das crises. Autor do best-seller Enxaqueca - Só Tem Quem Quer, e de diversos outros livros sobre enxaqueca publicados desde os anos 1990, incluindo "Cefaleias Primárias - Diagnóstico e Tratamento" (Editora Artes Médicas, 1995), voltado para médicos. Desde 1998, mantém o site Enxaqueca.com.br, no ar há quase 30 anos. Atende presencialmente em São Paulo e online para pacientes no Brasil e no exterior.

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