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Mostrando a Natureza para Nossas Crianças

Atualizado em 15/10/2024 por Dr. Alexandre Feldman

Cada vez mais quando pensamos na natureza, pensamos simplesmente nas árvores, flores, um bonito jardim, o mar, os rios, os lagos e até no ameaçador efeito-estufa. Raramente nos ocorre a importância de mostrar e compreender o Sol, a Lua e as estrelas. O inverno e o verão. O outono e a primavera. Isso pode ter conseqüências sobre a saúde de nossos filhos, particularmente no tocante à enxaqueca e problemas de humor.

Os povos antigos tratavam os astros com reverência sagrada. Percebiam o imenso poder que eles possuem sobre todas a vida na Terra, inclusive os oceanos e rios. O início de cada estação do ano era marcado por rituais de celebração à natureza. As fases da Lua determinavam atividades na agricultura. Nossos ancestrais também perceberam a influência da Lua sobre as marés.

Todos os ritmos e ciclos da natureza são causados pelos corpos celestes. A importância desses ritmos sempre foi tão grande para nossos ancestrais, que apesar dos limitados recursos tecnológicos, eles desenvolveram calendários. Na Antigüidade, quanto mais próspera a civilização, mais sofisticados eram os seus calendários, mais precisas as previsões para o futuro, mais saudáveis as comunidades.

Para muitos de nós, o respeito aos movimentos cíclicos do cosmo – e até mesmo a sua percepção – acabou. Tudo isso foi ofuscado pela luz artificial, televisão e computador. O calendário virou um mero pedaço de papel pregado na parede. O relógio que enfeita nosso pulso nos lembra se estamos atrasados para algum compromisso. A tecnologia parece ter tornado míope nossa visão da natureza. Tudo é visto como se todo o universo girasse em torno do nosso umbigo.

É bem verdade que os avanços tecnológicos contemporâneos trouxeram muitos benefícios para nós. Porém, esses avanços deveriam ter sido agregados – e jamais deveriam ter substituído – o conhecimento milenar. Esses avanços deveriam complementar, melhorar ainda mais, nossa integração com a natureza.

Se tudo neste universo funciona em ciclos, não é nada prudente descuidarmos dos nossos próprios. Atividades vitais como dormir e comer são a mais pura expressão da natureza em nossa vida. Fazem parte dos nossos instintos mais primitivos.

A liberação de hormônios, neurotransmissores e uma série de substâncias essenciais à nossa saúde ocorre de acordo com ciclos e ritmos. Devemos respeitá-los para nosso próprio bem. Todos os organismos vivos possuem ciclos de atividade e repouso que se alternam. Para nós, biologicamente, a noite corresponde ao repouso. Cada vez que contrariamos esta diretriz básica, estamos agredindo nosso organismo.

Para prevenir enxaqueca, depressão e dores de cabeça em todos os sentidos nesta e na próxima geração, sugiro voltarmos a observar e apreciar a Lua, o Sol, as estrelas e respeitar os ciclos cósmicos. Vamos valorizar esse conhecimento e ensiná-lo às nossas crianças!

Desde a mais tenra idade, é possível dizer e mostrar à criança que “ficou noite”, “é quase noite”, “é dia”, “é quase dia”. Assim, por volta dos 2 anos de idade, a criança já poderá ter essas importantes noções impregnadas em sua mente. A partir daí, é apenas um passo até a criança perceber os ciclos. Atividades durante o dia e repouso à noite. Uma ação neste sentido seria diminuir ao máximo a iluminação em casa à noite, pois de que vale a natureza fazer escurecer lá fora, se no nosso microambiente doméstico está tudo claro e ativo como se fosse pleno dia?

Uma semana atrás, aconteceu o equinóício de outono no hemisfério Sul (e o de primavera no hemisfério Norte). Poucas pessoas, no nosso meio, se lembraram disso. O equinócio é um fenômeno especial que acontece duas vezes por ano, onde o dia possui o mesmo comprimento da noite. Comecemos por nós mesmos, observando as maravilhas que a natureza nos proporciona. É essa mesma natureza – e não o médico – que pode curar a sua dor.

Tópico: Crianças e Enxaqueca

Sobre Dr. Alexandre Feldman

Médico (CRM-SP 59046) com quase 40 anos de prática clínica, dedicado ao tratamento de enxaqueca e dor de cabeça persistente, incluindo cefaleias crônicas e outras cefaleias primárias, como cefaleia em salvas, hemicrania paroxística crônica, hemicrania contínua e cefaleia tensional. Seu trabalho é orientado pela compreensão dos mecanismos biológicos da dor, integrando fisiologia, metabolismo, sono, ritmo circadiano, alimentação e estilo de vida, com foco no controle de longo prazo, não apenas no alívio pontual das crises. Autor do best-seller Enxaqueca - Só Tem Quem Quer, e de diversos outros livros sobre enxaqueca publicados desde os anos 1990, incluindo "Cefaleias Primárias - Diagnóstico e Tratamento" (Editora Artes Médicas, 1995), voltado para médicos. Desde 1998, mantém o site Enxaqueca.com.br, no ar há quase 30 anos. Atende presencialmente em São Paulo e online para pacientes no Brasil e no exterior.

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