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O Melhor Sabonete

Sabonetes e cosméticos limpam e embelezam, mas são um desafio para a saúde.

Sabonete caseiro

Sabonetes podem fazer mal

Sabonetes são parte integrante de uma grande lista de produtos que utilizamos no dia-a-dia e que podem contribuir, e muito, para uma série de doenças.  Não apenas as óbvias alergias, mas uma série de desequilíbrios químicos e hormonais podem ser causados por substâncias quimicas insuspeitas que entram na fabricação dos cosméticos e produtos de limpeza que utilizamos. Quem sofre de enxaqueca, muitas vezes, pode ter crises desencadeadas por cheiros. Os perfumes dos sabonetes podem ter aroma agradável, mas são pura “química”, completamente artificiais, um convite para o mal-estar.

Além de aromas artificiais, os sabonetes contêm uma série de corantes capazes de provocar reações como alergias e danos à pele. Uma vez absorvidas pela pele, essas substâncias químicas interagem com todo o organismo, onerando nossa saúde e energia. 

Se você já leu o rótulo de um sabonete comum, certamente se assustou com o número de produtos químicos presentes: bactericidas, emulsificantes, estabilizantes e tantos mais.

O pior é que nós pagamos bem caro por algumas marcas, importadas até, em lojas de grife – mas apesar do preço, o número de aditivos químicos é ainda maior! É como se estivessemos pagando para nos expor a esse lixo!

Quando os sabonetes vêm misturados a cremes hidratantes na sua composição, adiciona-se a tudo isso uma série de outros ingredientes químicos e óleos oxidados, que só fazem mal a longo prazo.

Com os shampoos é a mesma coisa.

Na verdade, o sabonete precisa de gordura, hidróxido de sódio e água. Misturando esses ingredientes em proporções adequadas e condições específicas de temperatura, ocorre um processo chamado saponificação da gordura. E está pronto o sabão (ou sabonete, se desejar).

Se a gordura for estável, como é o caso da gordura de coco, não sofrerá oxidação nesse processo. Outros óleos vegetais podem se oxidar, tornando-se prejudiciais à saúde. A gordura animal é bem mais estável que o óleo vegetal, portanto mais apropriada para um melhor sabão. Hoje em dia, a maioria dos sabões são de óleos vegetais, portanto neste caso certifique-se que seja de coco.

Conclusão: o melhor sabonete que existe, amplamente disponível é o puro sabão de coco. Sim, ele mesmo! Aquele que você pode encontrar bem baratinho no supermercado.

Mas por favor, leia os rótulos com muita atenção! A maioria dos sabões de coco também contém aditivos químicos. Procure aquele em cujo rótulo esteja escrito apenas: “Água, gordura de coco e hidróxido de sódio (ou potássio)”.

Nos meus banhos, assim como para lavar as mãos, eu utilizo o sabão de coco. Utilizo-o também como shampoo. Os resultados são excelentes! A pele fica macia, e os cabelos, brilhantes. É claro, afinal não possui aditivos químicos prejudiciais. Além disso, você economizará muito dinheiro.

Por isso, minha dica é: não tenha preconceito com o bom e velho (e puro!) sabão de coco. Ele ainda é – e sempre será – o melhor. Procure-o nas prateleiras de baixo, pois é lá que ficam os produtos mais baratos, que dão menos lucro ao supermercado. Experimente e deixe seus comentários!

Leia mais sobre esse tópico nos comentários abaixo. Vale a pena, pois os comentários deste artigo estão realmente interessantes. Este artigo está fechado para novos comentários, pois já foi suficientemente esmiuçado nos comentários já existentes.

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Comentários dos Meus Leitores

  1. Imagem de VivianeViviane comentou

    Olá! Como os perfumes não foram mencionados no artigo, resolvi deixar aqui meu depoimento. Há vários fatores que podem desencadear uma crise de enxaqueca em mim, e um deles é o cheiro de alguns perfumes. Perfumes muito doces e perfumes amadeirados provocam uma reação quase instantânea. Semana passada mesmo, resolvi experimentar um creme perfumado novo que minha mãe comprou e fui trabalhar. Não deu outra: tive que ser atendida pelo serviço médico do meu trabalho, e perdi uma tarde inteira de serviço. Ou seja: é melhor não insistir e ficar mesmo sem perfume nenhum, só com o desodorante!

  2. Imagem de Dr. Alexandre Feldman comentou

    Olá Viviane! Obrigado pelo seu comentário. É verdade, preciso falar mais sobre substâncias químicas artificiais e nocivas que são vendidas como perfumes, cremes, aromatizantes, etc. Pretendo continuar tocando nesse assunto outras vezes.

  3. Imagem de JussaraJussara comentou

    Olá turma da enxaqueca! Parabéns Dr Alexandre pelo seu trabalho e dedicação a tod@s que sofrem deste mal tão cruel. Gostaria de dizer que utilizo com frequência o sabão de côco, mas nunca havia atentado para este detalhe… outro sabonete que utilizo é o protex, pois tenho vários gatos e cachorros, assim, sinto-me mais protegida… Quanto aos perfumes, apesar de gostar de alguns cheiros ativos fico totalmente desestabilizada por eles, então, opto pelo uso daquelas lavandas bem suaves e também bem baratinhas, com uma quantidade bem considerável de água. Meu problema é com os xampus, pois todos possuem um cheiro mais ativo e como possuo cabelos mistos tenho que trocar com freqüência de marcas e acabo passando por um que desencadeia as crises. Qual a melhor solução? Beijos a tod@s e muito obrigada!

  4. Imagem de lucieni vargaslucieni vargas comentou

    Como gostaria de poder ir no seu consultório, e lhe dizer o quanto sou grata e poder lhe dar um abraço de agradecimento, porque cada depoimento, cada matéria sobre a enxaqueca abrem os meus caminhos e me sinto mais forte para não entrar em depressão, pois sofro terrívelmente deste mal. Hoje sou outra pessoa, já consigo fazer várias coisas q antes nem pensar, graças ao livro Enxaqueca Finalmente uma Saída (maravilhoso), aprendi tudinho, e fiz a dieta, e continuo evitando certos alimentos, hoje como coisas que me faziam mal e q hoje já posso comer sem estresse. O chá de alecrim ou até mesmo mastigar é mto bom,resolve bastante. Sou do Rio Grande do Sul, mto longe de São Paulo,mas sempre q puder me mande Email q vou ficar mto grata. Esse último, sobre sabonete, fiquei impressionada, sou apaixonada por perfume,mas infelizmente mal posso usar, tenho q estar mto bem, porque as minhas crises acontecem mais no periodo mestrual, fico para morrer, já tenho até medo, já fiz todos exames, de hormonios, tomo rémedos para ajudar nesta fase mas sempre ela me pega, hoje já bem menos. É isso Dr.Alexandre, aprendi a acreditar q finalmente existe uma saída graças a este livro. Abraços e uma ótima semana……

  5. Imagem de NedaNeda comentou

    Muito Obrigada! Fico só aguardando o cápitulo sobre os perfumes. Quem sabe algum dia eu possa usar um pouquinho ;)

  6. Imagem de TerezaTereza comentou

    A questão do cheiro é mesmo muito importante!
    Pena que não são apenas os cheiros “artificiais” que nos incomodam: lembro-me de uma crise de enxaqueca que tive na infância por ficar ao lado da minha mãe, enquanto ela preparava o almoço. O cheiro do alho sendo refogado (tão apreciado pela maioria das pessoas) foi uma sentença de morte!!!!

  7. Imagem de Daniela FerrantteDaniela Ferrantte comentou

    Dr. Alexandre,

    Será que não poderíamos fazer o nosso próprio sabonete então?

  8. Imagem de Dr. Alexandre Feldman comentou

    Poderíamos sim! Não é difícil, só dá um certo trabalho fazer sabonete a partir do “zero” (água, gordura e soda cáustica). Eu acho divertidíssimo!!!

  9. Imagem de Andréia DiasAndréia Dias comentou

    Dr. Alexandre,
    Encontrei o sabão de coco da marca Urca, mas ele contém outros componentes: óleo de coco de babaçu, hidróxido de sódio, carbonato de sódio, cloreto de sódio e água.
    Posso usá-lo sem medo, ou também não é recomendável?
    A marca que eu usava (Ruth) contém óleo de coco, açúcar, hidróxido de sódio, cloreto de sódio, branqueador óptico e água.
    Não encotrei nenhum sabão no mercado contendo apenas os itens que o Dr. mencionou neste artigo.
    Qual sua opinião?
    Obrigada.

    • Imagem de Luciano comentou

      Eu procurei em minha cidade, Goiânia, o URCA e o RUTH, mas não encontrei. Uso o que mais se aproxima deles que é o UFE. Meu amigo Carlos Braguini Jr. usa o RUTH se não estou enganado. Abraço.

  10. Imagem de AngelaAngela comentou

    A minha dúvida é: esses sabões de coco industriais não contêm uma quantidade excessiva de soda? Que eu saiba as indústrias usam uma quantidade de soda maior que o necessário, para que todo o óleo seja saponificado. Antes de usar o sabão de coco para tomar banho seria muitíssimo importante verificar qual o seu pH. O sabão alcalino pode fazer muito mal à pele!
    Mudando de assunto: minha mãe descobriu que o óleo de coco é um hidratante maravilhoso. Ela abandonou os cremes hidratantes comuns e agora só passa óleo de coco na pele. E adora!

  11. Imagem de Dr. Alexandre Feldman comentou

    Angela, não se preocupe, pois o processo de saponificação simplesmente não pode conter excesso, nem de soda, nem de óleo/gordura. Caso contrário, a saponificação não ocorre. É preciso observar uma proporção, caso contrário o produto não sai e a indústria tem prejuízo. Essa proporção se encontra nas tabelas de saponificação, que variam para cada óleo ou gordura. O que a indústria faz é não deixar “excesso”. Porém, nada impede que você derreta o sabão a uma temperatura de 65 graus Celsius, e acrescente um pouco de óleo de coco, para então colocar o líquido em moldes e deixar esfriar à temperatura ambiente. É muito divertido “brincar” disso em casa. Eu sempre acrescento algo diferente além do óleo de coco! Posso acrescentar um pouco (um pouco é a palavra-chave para a “experiência” dar certo) de coco ralado (fresco, comprado na feira), mel puro, própolis, alguma erva ou algum óleo essencial (o de lavanda pode ser bom para enxaqueca!) (atenção: não utilize “essências”, e sim “óleos essenciais”. É bem diferente). Enfim, nessa hora, sua imaginação e conhecimento são o limite. (acho que vou acabar escrevendo um artigo só sobre isso!!)

    Angela, minha família e eu passamos sempre óleo de coco, puro, extra-virgem, não desodorizado, na pele. O óleo de coco é, de fato, um excelente hidratante. Experimente-o também nos cabelos!!

    Andréia, todos os componentes que você mencionou estão OK. O único componente desnecessário (mas que pode ser consumido no sabonete, sem problemas) é o cloreto de sódio (sal), utilizado para remover a glicerina. A glicerina é exclente para a pele, porém é um produto caro, e deixá-la lá significaria encarecer o sabonete. Mas a presença de cloreto de sódio é o menor problema, comprarado aos inúmeros produtos químicos nocivos presentes na maioria dos sabonetes.

  12. Imagem de Andréia DiasAndréia Dias comentou

    Mais uma vez, muito obrigada pelos esclarecimentos, Dr. Alexandre.
    Vou adotar o sabão de coco no banho e em breve compartilharei minha opinião com os demais.

  13. Imagem de Dr. Alexandre Feldman comentou

    Aviso: Caso alguém resolva brincar de derreter o sabão de coco para fazer “experiências” como a que descrevi no meu comentário acima, saiba que depois de derreter, é preciso deixar tudo no molde por 6 a 8 semanas, num lugar fresco e seco. Caso contrário, você poderá secar excessivamente, e até queimar, a sua pele.

  14. Imagem de angelaangela comentou

    Drº Alexandre! Suas informações são preciosas! O srº poderia elaborar uma matéria sobre os shampus.
    obrigada!

  15. Imagem de AngelaAngela comentou

    Sinto em discordar, doutor, mas a reação de saponificação é SIM feita em presença de excesso de base. Sempre. Só que, para sabonetes, que serão usados para a pele, o pH é posteriormente controlado com ácido.

    Quase nenhuma reação química realizada industrialmente é feita com quantidades estequiométricas de reagentes: o mais barato deles está sempre em excesso para que se possa reagir a maior quantidade possível do reagente mais caro. No caso do sabão de coco, por exemplo, o reagente mais barato é a soda.

    Aliás, só como curiosidade: o NaOH é usado para fazer sabões sólidos enquanto que o KOH para sabões líquidos.

  16. Imagem de Dr. Alexandre Feldman comentou

    Oi Angela, muito obrigado por compartilhar essa importante informação! É sempre bom aprender! Precisamos ficar sempre atentos aos sabões e sabonetes, então, e andar na estreita trilha entre produtos com excesso de alcalinidade e sal, e produtos sem esse excesso, mas com aditivos químicos também nocivos à pele e à saúde.

    De qualquer modo, continuo utilizando a minha “descoberta” de sabão de coco. Talvez essa marca, por acaso, tenha mais cuidado nas proporções, quem sabe? O que posso dizer é que minha pele e cabelos (tenho-o utilizado nos cabelos também) estão melhores do que nunca.

    Vou começar a verificar o pH desse sabonete. Qualquer novidade, vamos continuar nossa conversa por aqui!

  17. Imagem de Andréia DiasAndréia Dias comentou

    Como havia prometido, vou compartilhar minhas impressões a respeito do uso do sabão de coco no banho.
    Quanto à pele, sem problemas, mas o cabelo ficou bem duro, e ainda tive a impressão de que caiu um pouco mais do que o normal. A sensação de limpeza do couro cabeludo foi ótima, mas não tive coragem de repetir isto, porque não conseguia passar os dedos entre os fios.
    Acho que só quem tem cabelo curto pode se dar a esse “luxo”. Até escrevi sobre isso no blog da Pat e ela afirmou tb não conseguir usar nos cabelos.
    Paciência, né?
    Abraços.

  18. Imagem de BeteBete comentou

    Ola Dr. Alexandre,

    Antes de mais nada, gostaria de parabenizar pelo excelente trabalho que vem desenvolvendo na área da enxaqueca, esse mal que vem incomodando muita pessoas nos dias de hoje.
    Quanto ao sabonetes, descobri que existe um processo chamado de cold process para fazer os sabonetes. Fiz o curso e adorei!!! Os sabonetes ficam muito bons. Nesse processo, utilizamos apenas oleos vegetais, soda, oleos essenciais. Faço os saboentes para toda a familia. Tb fiquei sabendo que existem algumas pessoas que comercializam esse tipo de sabonete.

  19. Imagem de GeaneGeane comentou

    Dr., infelizmente usar o sabao de coco como xanpu, so vai dar certo pra quem tem pouco cabelo e curto. No caso das cabeludas (cabelo longo e seco) se eu lavar com sabao…. ja era… entende???

    O sr. realmente acha que um sabonete que nao te da alergia nem na pele nem pelo cheiro, pode ainda assim fazer mal???

  20. Imagem de Luiz Fernando Theodoro de JesusLuiz Fernando Theodoro de Jesus comentou

    Dr. Feldman.

    Primeiramente, congratulo-te pelo excelente trabalho que vem realizando em prol da humanidade. Poucos como você tem uma missão cósmica muito importante: promover a evolução, e não a revolução das consciências.

    Só gostaríamos de provocar algumas reflexões acerca de sua conclusão sobre o uso de sabonete de côco. Como pesquisador e médico, mas do que nunca você sabe que a nossa pele natural é uma espécie de “manto ácido”. A pele é um órgão muito mais complexo do que aparenta. A sua função principal é a proteção do organismo das ameaças do meio ambiente externo. No entanto ela tem também funções imunitárias, é o principal órgão da regulação do calor, protegendo contra a desidratação. A pele, portanto, possui uma proteção natural.

    A pele sob condições normais apresenta pH 5 a 6. A pele se torna alcalina após repetidas lavagens utilizando sabonetes fortemente alcalinos. Esta é uma das causas da pele áspera. O sabão de côco é alcalino e infelizmente prejudicial ao manto ácido da pele. No início, pode até dar uma sensação de maciez na pele. Mas com o uso, a pele resseca e fica áspera. Dessa forma, o sabonete ideal é aquele que possui pH igual ou muito próximo ao da pele. Sabonetes à base de aminoácidos são feitos para mostrar alto poder de limpeza em condições de pH próximas do pH natural da pele.

    O sabão de côco foi muito utilizado pelos nossos antepassados quando a tecnologia de saúde, nutrição e beleza ainda não tinham avançado tanto. Hoje, Feldman, temos condições científicas suficientes de saber que o que os nossos antepassados faziam não era muito certo. Poucas empresas produzem sabões com pH próximo à pele, com aminoácidos e ingredientes naturais.

    Saúde, Fortaleza, Paz e Harmonia.

  21. Imagem de Dr. Alexandre Feldman comentou

    Olá Luiz Fernando,

    É bem verdade que a pele possui importância fundamental na saúde e equilíbrio do organismo.

    É fato, também, que a superfície pele é coberta por uma camada ácida, a qual colabora para manter a pele coesa e forte, além de prevenir o crescimento de alguns tipos de bactéria (mas atenção para o fato que a pele contém, naturalmente – aliás, precisa conter, para que sejamos saudáveis, uma flora de bilhões e bilhões de bactérias de várias espécies, muitas das quais ainda estão sendo descobertas e descritas).

    É certo que os sabonetes ou sabões, por melhores que sejam, podem interferir negativamente, por sua própria natureza, nessa camada ácida.

    Por outro lado, qual o motivo pelo qual nos ensaboamos?

    Quem já me conhece, sabe que em se tratando de hábitos e estilo de vida, eu não me baseio em modismos, mas naquilo que o ser humano já vem fazendo, com sucesso, por milhares de anos.

    Por esse motivo, não posso concordar que nossos antepassados não faziam o melhor para mantê-los em equilíbrio saudável. Não poderiam fazer diferente, caso contrário nós não estaríamos aqui hoje.

    Os registros mais antigos do uso do sabão datam de 2800 A.C., na Babilônia, onde se utilizavam cilindros de cerâmica contendo uma substância semelhante ao sabão líquido. A primeira ‘fórmula’ escrita de um sabão data de 2200 A.C., também na Babilônia, e consiste de água, solução alcalina e óleo de cássia. O papiro de Ebers (Egito, 1550 A.C.) diz que os egípcios antigos se banhavam regularmente e misturavam gorduras animais e óleos vegetais com sais alcalinos em solução, a fim de criar uma substância semelhante ao sabão.

    Os primeiros registros do uso da barra de sabão, tal como nós a conhecemos, datam dos Fenícios, por volta de 600 A.C., que misturaram gordura de cabra, água e cinzas (ricas em carbonato de potássio), para formar um sabão sólido.

    O uso desse produto – o sabão – sempre contribuiu para manter a pele limpa, saudável e de aspecto atraente. Ele remove a poeira, a sujeira, a poluição, a transpiração e o excesso de sebo. O sabão limpa porque reveste as gotículas de gordura na qual a sujeira se acumula (ação que recebe o nome de surfactante, e permite que estas sejam removidas facilmente com o auxílio de água. Só o sabão é capaz de produzir esse efeito. Aminoácidos, por sua natureza química, não são capazes de produzir esse efeito. Peço-lhe até que nos esclareça, mencionando todos os componentes, e modo de preparo caseiro ou industrial, passo-a-passo, do sabonete ao qual você se referiu em seu comentário.

    O termo sabão refere-se ao resultado da mistura de ácidos graxos (ou seja, óleos/gorduras) com uma solução alcalina de hidróxido de sódio ou potássio. Historicamente, estas soluções alcalinas eram obtidas a partir da mistura da água com cinzas provenientes da queima da madeira em fogueiras a uma temperatura variável, resultando em um processo denominado saponificação.

    O óleo de coco, em particular, é rico em um ácido graxo especial denominado ácido láurico, que possui porpriedades antiinflamatórias. O sabão (bem) feito com ele resulta em uma pele particularmente macia.

    Da mesma forma, é possível fazer sabão com qualquer óleo, inclusive o puro óleo de oliva

    Embora a palavra ‘sabão’ seja utilizada informalmente no dia-a-dia, na prática, quase todos os ‘sabões’ comerciais são, na verdade, detergentes sintéticos. Daí a criação e uso disseminado da corruptela ‘sabonete‘, que lemos nos rótulos por aí. A palavra ‘detergente’ refere-se a uma mistura de diferentes componentes destinados à limpeza, além dos componentes originais e naturais do sabão. Alguns desses componentes podem ser abrasivos, estabilizantes, agentes para modificar o pH, agentes oxidantes, agentes para manter a sujeira em suspensão, agentes para modificar as propriedades da espuma, e ingredientes que influenciam a estética do produto, como aromas, corantes, etc. A maioria desses ingredientes é sintética.

    A maioria dos sabonetes comerciais, especialmente os mais caros, contém – sim – substâncias e ingredientes naturais, como certos aminoácidos, extratos de plantas (inclusive da Amazônia!), co-enzima Q10 e muitos outros. Mas infelizmente, essas substâncias encontram-se em quantidades mínimas, não passando de puro marketing, em meio a uma série de substâncias sintéticas, e potencialmente prejudiciais, também presentes no mesmo produto. Leia sempre os rótulos cuidadosamente.

    Existem, hoje em dia, ‘produtos para a limpeza da pele’ que não são sabonetes ou sabões. Porém todos contêm derivados sintéticos obtidos a partir de substâncias naturais modificadas artificialmente.

    A minha conclusão é que não podemos olhar para apenas um fator quando falamos de alimentos ou quaisquer outros produtos naturais (no caso, o sabão), cujo uso foi consagrado ao longo da história das civiliazações. Nesses casos, os potenciais malefícios sempre são pareados a uma série de benefícios, resultando num saldo final que é positivo para nossa saúde, beleza, longevidade e bem-estar.

    Eu concordo que os sabões interferem com a camada ácida da nossa pele. Mas nós também sabemos que nós vivemos em um constante estado de equilíbrio/desequilíbrio/reequilíbrio, uma verdadeira ‘corda bamba’ que recebe o nome de homeostase. Um organismo é tão mais saudável, quanto maior for sua capacidade de manter a homeostase. A produção do manto ácido da pele é conseqüência da ação de enzimas, produzidas na pele, e que transformam moléculas denominadas fosfolipídeos da pele em ácidos graxos, conforme demonstrado em 2001 por cientistas da Universidade da Califórnia em San Francisco. A saúde da pele depende, portanto, do equilíbrio entre a produção e destruição periódicas dessa camada. Para favorecer este equilíbrio, o mais importante é não cometer exageros como ensaboamentos múltiplos e com demasiada freqüência, uso de temperaturas muito altas na água do banho, e exposição a produtos químicos desnecessários. Por isso mesmo é que eu utilizo e recomendo o uso de sabão de coco comercial, sem aditivos – o qual é possível fazer em casa, inclusive.

  22. Imagem de Luiz Fernando Theodoro de JesusLuiz Fernando Theodoro de Jesus comentou

    Dr. Feldman.

    Muito nos alegra sua tempestiva resposta. Mais uma vez reforçamos que você como alguns poucos médicos são pessoas ímpares, homens que fazem diferença na humanidade. Admiramos muito o seu trabalho, como também o trabalho de outro médico-escritor conhecido no Brasil, o dr. Flavio Rotman do Rio de Janeiro. Já lemos seus dois livros e leremos quantos mais forem lançados por você.

    A despeito de seus interessantes esclarecimentos, compreendemos sua posição não significando que a apoiamos integralmente. Gostaríamos que apenas nos telerasse nessa questão, não nos interpretando de uma forma negativa.

    Há poucas empresas sérias no mundo que utiliza o esplendor da natureza em benefício dos humanos. A tecnologia de fabricação de produtos ligados à higiene e beleza inclusive deveria servir eminentemente para tornar o homem mais feliz sem destrui-lo ou intoxicá-lo. A exceção infelizmente é a regra, onde muitas pessoas estão sendo intoxicadas com pesticidas e outros produtos químicos danosos. Um exemplo é o TRICLOSAN, um “bacetericida” que na realidade é um “pesticida disfarçado” aprovado pelo Ministério da “Saúde”, mas que é colocado em pastas de dentes (Colgate 12 h), desodorantes, perfumes (Natura, Boticário) etc.

    Agora, contrariamente, imagine um sabão líquido para o banho constituído de quase 50% (41,83% ) do puro gel de Aloe vera estabilizado em sinergia com algumas ervas cientificamente reconhecidas inclusive na cosmética, tais como os extratos de hera, espiréia, clemátis, cavalinha e a alga fucus?

    Utilizado topicamente, o gel da Aloe vera penetra nas sete camadas da pele, nutrindo-as e agindo diretamente sobre as estruturas dos tecidos conjuntivos, assim como sobre determinadas células do sistema imunológico, folículos capilares, glândulas sebáceas e sudoríferas, melanócitos, vasos capilares, terminais nervosos etc.

    No caso de qualquer lesão, a Aloe vera tem forte poder de combate contra os focos inflamatórios, além de amenizar a sensação da dor. Havendo ruptura da pele ou das mucosas, ela faz com que o processo de regeneração tissular seja até 30% mais rápido em comparação à ação dos medicamentos, se utilizada interna e externamente.

    A Aloe Vera possui aminoácidos e enzimas e é uma das plantas mais estudadas, com mais de 600 trabalhos científicos reconhecidos. A Aloe vera é uma rica fonte de enzimas – pelo menos 92 diferentes espécies já foram identificadas. O potencial de higienização da Aloe vera sobre os humores – sangue, linfa, líquido sinovial, líquido intersticial etc. –, onde todas as células vivem banhadas e dos quais todas diretamente dependem é realmente extraordinário.

    Falemos agora sobre as propriedades específicas dos princípios ativos desse sabonete

    CAVALINHA (Equisetum arvense)

    Adelgaçante, adstringente, amaciante, antienvelhecimento, antiinfecciosa, cicatrizante, condicionante, estimulante, hidratante, imunoestimulante, regeneradora da epiderme, remineralizante, restaurador, tonificante. Promove o crescimento de novas células, inclusive do colágeno e da elastina. Reduz a produção de cera sebácea. Redefine os poros. Combate as ulcerações da pele. A cavalinha talvez seja a planta mais rica em sílica – mineral essencial às células, ao metabolismo do cálcio, ao fortalecimento da pele, unhas, ossos, cabelos etc., e que dificulta a fixação do alumínio e outros metais pesados no organismo.

    CLEMÁTIS (Clematis erecta)

    Antiedêmica, antiinflamatória, bactericida, descongestionante, estimulante da circulação sangüínea. Combate qualquer tipo de errupção cutânea. Muito utilizada para aliviar as dores no corpo. De acordo com o Sistema Floral de Bach, a clemátis estimula o potencial de autocura do organismo, neutraliza os sentimentos negativos, promove a autoconfiança, ajuda a pessoa a ter mais controle sobre o presente, para melhor vivê-lo e usufruir mais da vida.

    ESPIRÉIA (Spiraea ulmaria)

    Analgésica, anticancerígena, antiinflamatória, antioxidante, antiulcerativa, bactericida, desinfetante, estimulante da microcirculação, hidratante. Estimulando a microcirculação, facilita a drenagem – canalização da água excedente retida entre as células oleosas da hipoderme –, e a eliminação das gorduras localizadas. Fonte natu-ral de ácido salicílico que, devido à raiz de seu nome latino spirin, deu origem ao vocábulo aspirina.

    FUCUS VESICULOSO (Fucus vesiculosus)

    Amaciante, anticelulite, antiinflamatório, antiobesidade, antiviral, bactericida, emagrecedor, emoliente, estimulante metabólico e da microcirculação, fungicida, imunomodulador, remineralizante. Alga rica em iodo e silicone. Ativa o metabolismo do sistema digestivo e das glândulas da tireóide (queima calorias e eleva os níveis de energia), das supra-renais (aumenta os níveis de resistência ao estresse) e da pituitária (melhora a coordenação de todo o sistema glandular).

    HERA (Hedera helix L.)

    Adelgaçante, antilipidêmica, antiinflamatória, antioxidante, descongestionante, estimulante metabólico, promotora da microcircu-lação, revitalizante, vasoconstritora, tonificante. Seu aroma pro-move a saúde dos brônquios.

    A ação de todas essas plantas constituintes desse sabão é potencializada quando ele é friccionado com uma esponja de fibras naturais que intensifica a eliminação das células mortas e da celulite, assim como a microcirculação periférica. O aroma, por outro lado, ao mesmo tempo que relaxa também revitaliza o organismo, pois ele nutre a alma e embevece o espírito. Assim, após o banho, a pele fica fresca e sedosa como a dos bebês, o corpo relaxado e o estado emocional mais equilibrado – realidade que só depois de ser vivenciada será com-preendida!

    Esse sabão não contém soda cáustica, como a maioria dos sabonetes, mas sim um pH controlado que faz com que ele seja positivo para a saúde de todos os tipos de pele.

    Se a pessoa quiser poderá fazer um “sabonete” natural, hidrante e vitalizante. Um banho com o gel de Aloe Vera (retirado de uma folha) misturado num balde com água com certeza fará muito mais pelo nosso corpo e saúde do que um banho de sabão de côco.

    Mais uma vez enfatizamos que respeitamos a sua posição como médico e pesquisador. Queremos apenas compartilhar o nosso conhecimento com você.

    Saúde, Fortaleza, Paz e Harmonia

  23. Imagem de Dr. Alexandre Feldman comentou

    Obrigado, Luiz Fernando! Seu comentário nos convida a imaginar um sabão líquido com quase 50% de Aloe vera. Porém, todos os sabões líquidos comerciais são, na verdade, detergentes (veja no meu comentário acima as características dos detergentes).

    Portanto, é importante sabermos: quais todos os demais ingredientes deste sabão líquido, além da Aloe Vera e demais plantas mencionadas? Afinal, apenas plantas combinadas entre si, não podem resultar num sabão líquido. É preciso água, etc, etc. Quais são esses etceteras?

    Outra coisa: Como essa Aloe vera foi manuseada antes de ser incorporada ao sabão líquido?

    Explico:

    O gel da planta Aloe vera, quando exposto ao ar por um período superior a 4 horas, oxida-se, tornando-o sem valor e até potencialmente prejudicial (esta é a mesma reação que o interior de uma maçã sofre quando em contato com o ar – ele se torna marrom, devido à oxidação).

    Portanto, o que precisamos é da certeza que o fabricante do sabão líquido utilizou uma Aloe vera que não tenha esperado mais de 4 horas, do momento da colheita, à remoção da folha externa, até a estabilização.

    Para quem não sabe: a Aloe vera precisa ser “estabilizada”. Este é um processo que não pode (ou não deveria) envolver nem o calor, nem substâncias químicas que possam destruir os componentes originais da Aloe vera. Se bem sucedido, esse processo garante que a Aloe vera presente no produto final (no caso, o sabão), é essencialmente o mesmo que se você tivesse acabado de descascar a folha, fresquinha, recém-colhida, para obtê-la.

    Caso a Aloe vera não tenha passado pelo processo de estabilização nas primeiras 4 horas a partir do momento em que as folhas foram colhidas, ela perde todo o seu valor nutricional e medicinal. Todo fabricante sério de um produto contendo Aloe vera deve especificar claramente, e de maneira verificável, o número de horas passadas até a estabilização do produto que ele utiliza, e quais foram os métodos utilizados para essa estabilização.

    Além disso, é preciso saber qual, exatamente, foi a subespécie de Aloe vera utilizada como ingrediente neste sabão líquido. Sim, porque existem mais de 200 subespécies de Aloe vera, porém apenas 4 delas são reconhecidas pelos seus valores nutricionais e medicinais. Dessas 4, a mais importante, de longe, é a Aloe barbadensis miller.

    Por fim, a mistura de gel de Aloe vera (da subespécie correta) com água pode ser muito boa para a pele e o organismo (desde que não se passem mais de 4 horas da colheita da planta ao uso do gel), mas não possui a mesma ação surfactante do sabão, necessária para nossa higiene do dia-a-dia, e tema deste tópico. Além disso, eu nunca consegui misturar Aloe vera com água, em casa. Todas as vezes que tentei, a mistura se separou imediatamente.

    Para quem gosta do assunto Aloe vera recomendo a leitura do livro Aloe Vera : A Scientific Approach, de Robert H. Davis (Vantage Press).

  24. Imagem de JéssicaJéssica comentou

    Ah, gostaria de salientar que eu não represento marca alguma, nem tenho nenhum “interesse” embutido em meu comentário, tanto que não cito nenhuma marca de forma tendenciosa ou maniqueísta. É muito fácil colocar determinada substância como vilã, e não analizar o restante da composição. Você pode não ter triclosan num sabonete, por exemplo, mas ter doses altíssimas de SLSs, aromas artificiais e inúmeros derivados de petróleo… o que é pior?! Difícil dizer, cada caso é um caso. Muitas das ervas citadas anteriormente também têm contra-indicações e não devem ser usadas indiscriminadamente. O que diferencia o remédio do veneno é apenas a dosagem.

  25. Imagem de Lília MatosLília Matos comentou

    Oi, Hà poucos mêses descobri que tenho enxaqueca, uma forte dor de um lado ou do outro da cabeça, enjoos e uma leve tontura, aida não descobri o que proporciona as crises. Más sempre que ando de coletivo volto dor enjoos e uma leve dor de cabeça. Ainda não voltei para o lado dos cheiros, sempre uso sabonetes florais e produtos com fragrâncias de bebés por que tenho uma menina. Fico muito nervosa e anciosa com frequência os ultimos mêses. Certo dia tive uma forte tontura,não entendo mas estava fazendo um curso depois de 10 anos trabalhando apenas em casa. Estou preoculpada!

  26. Imagem de José AlbertoJosé Alberto comentou

    Eu não adquiro mais sabonetes industrializados. Atualmente produzo artesanalmente o meu próprio sabonete com um ph equilibrado (6 – 7), com propriedades hidratantes e emolientes, feito com base exclusiva de azeite de oliva, soda e água de chuva, sem neunhum outro aditivo ou conservante. A suavidade da ação do sabonete de azeite de oliva produz na pele da face, do corpo e nos cabelos uma maciez não encontrada em produtos industrializados. Antigamente esse tipo de sabonete era chamado na França de “Savon de Marseille” e sabão de “Castilha” na Espanha.
    Se alguém estiver interessado, eu posso compartilhar com vocês o excesso das minhas “fornadas”, para avaliação. jalbertomartins g m a i l . c o m

  27. Imagem de Marco A barberio comentou

    ÍNDICE DE SAPONIFICAÇÃO e PH do sabão

    Para se calcular a quantidade de NaOH ( soda cáustica) para saponificar uma gordura divida o seu índice de saponificação por 14 .
    .Exemplo: Índice de saponificação do óleo de coco de babaçu = 247

    247 / 14 = 17,64% NaOH

    Para saponificar 1000 gramas de óleo de côco babaçú você utiliza 176,40 gramas de NaOH.

    Em se tratando de produção de sabão pelo processo a frio em que o ph fica em torno de 8 e 9 deve-se deixar entre 5% e 7% da gordura livre.

    Exemplo: para 1000 gramas de óleo de côco babaçú utilize:
    167.80 gramas de NaOH para 5%
    166,04 gramas de NaOH para 6%
    164,27 gramas de NaOH para 7%

    Para dissolver a soda caústica na preparação do sabão use 40% de água em relação ao peso da gordura.
    No exemplo acima iremos usar 400 gramas de água.

  28. Imagem de Pedro Paulo AntunesPedro Paulo Antunes comentou

    Gostaria apenas de alertar sobre o uso de produtos que contenham “branqueador óptico” em sua composição. Esse ingrediente é muito utilizado em detergentes em pó (esse é o nome correto, e não sabão em pó!)para dar a impressão do “branco mais branco”, mas na verdade é um engodo já que tudo não passa de uma reação dos raios ultravioleta que faz a roupa refletir um branco meio azulado, dando a falsa impressão de limpeza. Segundo consta na literatura ambientalista, esse produto continua ativo nas águas servidas resultantes da lavagem das roupas e quando são levadas para os rios causam cegueira nos peixes. Evito usar detergente em pó. Como alternativa estou usando o sabão em pó Geo (é sabão mesmo!)não uso o Urca porque ele tbém contém o branqueador óptico, o que acho lamentável, mas outras marcas que ainda não aderiram ao veneno (permitido pela anvisa). Qto aos sabonetes é triste saber que a natura e o boticário, empresas que levantam a bandeira do “capitalismo ecológico” tbém usam o branqueador óptico (diasteril bifenil sódico)em suas fórmulas. Outro ingrediente aparentemente inofensivo em sabonetes é o dióxido de titânio, acusado de acidificar os rios. A respeito do triclosan, há fortes indícios de que mesmo será banido nos países europeus nos próximos anos. Pois é, enquanto que aqui muitos fabricantes simplesmente não têm noção dos venenos que usam em seus produtos e dos riscos que expõem a milhares de pessoas. Obrigado pelo espaço.

  29. Imagem de Dr. Alexandre Feldman comentou

    Muito bem observado, Pedro Paulo! Seu comentário é importante, pois eu elogiei um produto da marca Urca, e algumas pessoas poderiam entender que eu estaria me referindo a todos os produtos dessa marca. Na verdade, refiro-me a um único produto dessa linha, o sabão em pasta, o qual, segundo o rótulo, não possui outros ingredientes que não sejam os originais de um sabão natural. Os demais produtos dessa marca realmente contêm aditivos.

    Vamos ficar todos de olho! Qualquer novidade, deixem seus comentários aqui!

  30. Imagem de GinaGina comentou

    Olá Dr.Alexandre.

    Uso o shampoo Eh! para os cabelos, é um shampoo orgânico. Já ouviu falar. Em caso positivo o que voce tem a comentar.
    Obrigada

    Um abraço

  31. Imagem de AmandaAmanda comentou

    Dr Alexandre, gostaria de esclarecer umas dúvidas:

    1- O branqueador óptico, componente geralmente encontrado nos sabões de coco, é prejudicial aos cabelos? Tenho os cabelos bem pretos, e gostaria de saber se o branqueador óptico desbota o cabelo ou tem qualquer outro efeito;

    2-Por que encontro açúcar na formulação de alguns sabões de coco?

    3- Já que o senhor disse que o óleo de coco não oxida naturalmente, porque tem sabões de coco que contêm anti-oxidante em sua fórmula?

    4- O Sr., num comentário a Andréia, disse que o sal, na formulação do sabao de coco, serve para remover a glicerina. Minha pergunta é: os sabões de coco, cuja saponificão tenha sido a frio, ainda assim a adição de sal retiraria essa glicerina? Pois, pelo que eu entendi lendo sobre saponificação, o sabão de coco, ao ser saponificado de maneira fria, não perde a glicerina, por isso é considerado um sabão artesanal. Gostaria que o senhor me esclarecesse, pois tenho medo de ser engodada por indústrias que só visam o lucro, sem se importar com bem-estar do cliente.

  32. Imagem de Sidnei Jiu-JitsuSidnei Jiu-Jitsu comentou

    Dr, tire uma dúvida, por favor. Eu não gosto do cheiro do sabão de coco e gostaria de saber: se eu tomar banho com o sabao de coco e, depois da primeira enxaguada, eu passar sabonete normal, desses de mercado, tem algum problema? Meu receio é que o sabonete tire a eficácia do sabao de coco. Gostaria de agradecer ao Dr., pelo espaço para tirarmos nossas dúvidas. Meu único problema é com relação ao cheiro. Minha namorada não gosta. Grato desde já e um abração.

  33. Imagem de Ana MagaliAna Magali comentou

    Gostaria de deixar aqui uma dica qto ao perfume. Sou mulher e às vezes gosto de estar perfumada.
    Não posso colocar o perfume em ambiente fechado e nem próximo do nariz.
    Abraços,
    Ana Magali

  34. Imagem de Pedro AntunesPedro Antunes comentou

    Pedindo licença ao Dr. Alexandre, venho novamente fazer um comentário a respeito do tema aqui tratado. Mesmo com a belíssima e muito bem fundamentada exposição do Dr. Alexandre sobre a relação entre cheiros e a enxaqueca, parece que a maioria das pessoas ainda duvida que um simples perfume possa causar tantos problemas. Gostaria de dizer, que independente da marca do produto, do processo usado na fabricação de um sabão de coco (a frio ou a quente) com separação ou não da glicerina (se retirada pode ser adicionada novamente ao processo)contendo ou não açúcar (material de enchimento – dá peso), branqueador óptico (efeito estético para a roupa branca! Não desbota os cabelos pretos! A restrição é apenas ecológica), que mesmo sendo um pouco alcalino, podendo ser suavizado com todos os produtos indicados pelo Dr. Alexandre(qualquer um, com critério, pode fazer sua própria experiência!)…Portanto, para mim, não resta dúvidas que sou totalmente a favor do velho, bom, natural, saudável e ecologicamente correto sabão de coco! Uso para lavar as mãos, no banho, como shampoo…Em breve farei experiências para usá-lo como substituto ao detergente de cozinha, de banheiro e base para sabonetes… Por isso, repito aqui as palavras do Dr. Alexandre: não tenha preconceito com o bom e velho (e puro!) sabão de coco! Ele ainda é – e sempre será – o melhor! Faça algo pela sua saúde! Pela saúde do planeta! Obrigado!

  35. Imagem de Albérico OliveiraAlbérico Oliveira comentou

    Prezado Dr. Alexandre Feldman,

    Depois de ouvir alguns comentários de leigos sobre os benefícios do sabão de coco, principalmente para os cabelos, resolvi fazer uma pesquisa na internet. E descobri esse fórum, o qual o senhor, com suas pesquisas sobre o sabão de coco, vem dar credibilidade ao assunto.

    Tenho a pele e o couro cabeludo, muito oleosos. Moro em Salvador, onde faz sol e calor praticamente o ano todo. Se eu ficar um dia sem lavar os cabelos, me dá uma coceira insuportável no couro cabeludo.

    Gostaria de saber se o Senhor considera os sabonetes de coco vendidos nas farmácias, indicados para a pele, apropriados também para lavar os cabelos.

    Já usei várias marcas de shampoo, cada um mais caro do que o outro e nenhum deles melhorou a situação.

    Obrigado pela atenção.

  36. Imagem de Dr. Alexandre Feldman comentou

    Olá Albérico,

    Na minha opinião, não importa se o sabão de coco é vendido em farmácia ou em supermercado. O que você precisa ficar de olho é se além de sabão de coco, ele contém outros aditivos químicos. Para isso, leia atentamente o rótulo. Eu lavo meus cabelos com puro sabão de coco, e posso dizer que me dei muito bem.

  37. Imagem de Albérico OliveiraAlbérico Oliveira comentou

    Prezado Dr. Alexandre Feldman,

    O sabonete fabricado pela Granado, segundo o fabricante tem a seguinte composição:

    Óleo de coco
    Hidróxido de sódio, D.C.5137
    Disodium Distyrylbiphenyl Disulfonate + CI 74160
    Tiossulfato de sódio
    Fragrância
    Água
    Teor de voláteis: 32,12%

    O sabonete é indicado para uso diário com função adstringente, pele mista e oleosa (pele oleosa e couro cabeludo oleoso é meu caso).

    Até agora (já estou no segundo sabonete) não percebi nenhum problema na pele e meu cabelo (se não for impressão minha) parece mais macio.

    Grato pela orientação.

  38. Imagem de Dr. Alexandre Feldman comentou

    Olá Albérico,

    Obrigado por escrever a composição deste sabonete para todos nós.

    Eu não recomendaria este produto, devido à “fragrância” (produto químico não especificado, e que pode desencadear crises de enxaqueca). Além disso, prefiro meu sabonete sem distirilbifenil.

    Veja também o imenso teor de voláteis: 32,12%!

    Muitos portadores de enxaqueca são sensíveis a produtos voláteis.

  39. Imagem de Berenice SahagoffBerenice Sahagoff comentou

    Caro dr. Feldman, a única coisa que tenho a dizer é obrigada pelas suas informações e, principalmente em passar estas experiências à todos os interessados. Obrigada principalmente pelo seu lado humano e carinhoso com o ser humano. Atenciosamente Berenice

  40. Imagem de monique dantasmonique dantas comentou

    boa noite Dr. Alexandre Feldman !

    eu costumo usar um produto que se diz 100% organico
    que no caso tem em sua composição :
    acid citric
    morinda citrifolia extract
    ribes nigrum extract
    aloe barbadendesis extract
    hydrolyzed wheat protein
    hydrolyzed wheat starch
    diazolidinyl urea
    sodium laroyl sarcocinate
    decyl glucoside
    lauryl glucoside
    methyl gluceth -20
    citrus medica limonum oil
    citrus auranetium bergamia oil
    mentha piperita oil
    jasminum officinale oil
    santalum album oil
    acqua

    bastantes nomes assustadores hehehehe… por favor gostaria de saber se vou sobreviver ao uso desses ingredientes a longo prazo e se so ingredientes organicos mesmos ?

    desde já muitissimo grata !
    monique

  41. Imagem de Tamy e MelTamy e Mel comentou

    Olá Doutor!

    Muito Obrigada pelas informções. Gostamos muito.
    Fizemos um belo trabalho com a ajuda de vocês.

    Continuem assim.

    :D

    Beijos e abraços!

  42. Imagem de LidiaLidia comentou

    Olá, Doutor:
    Eu uso o sabão de coco da UFE, que na minha opinião é o melhor, pelo fato de ser um produto artesanal.
    Lançaram no mercado um sabão ecológico, chamado Amazon H2O, cuja composição é a seguinte:
    – Óleo de coco de babaçu
    – Hidróxido de sódio
    – Carbonato de sódio
    – Cloreto de sódio
    – Água
    – Princípio ativo: ácidos graxos e óleo de coco.
    O cheiro é extremamente agradável e suave. Não tem cheiro de sabão, mas de sabonete.
    Eu sempre usei sabão de coco para lavar a louça e para a limpeza doméstica. A minha mãe e a minha avó, tambem usavam, porém, nunca usei para a limpeza da pele e do cabelo.
    O melhor sabonete que usei em toda a minha vida, foi um produto artesanal feito com mel puro e sabão de glicerina. Eu costumo usar o mel puro, para a limpeza da minha pele e o resultado é fantástico.

  43. Imagem de Nuno GuedesNuno Guedes comentou

    Boa tarde,

    Nem todos os sabonetes têm presentes nas suas formulações “químicos” prejudiciais, muitos dos conservantes e anti-oxidantes utilizados são também eles de origem vegetal/natural.
    EM relação aos perfumes tem toda a razão pois também eu sou dos que sofre com a exposição a alguns aromas mas mais uma vez os “químicos” referidos não são sempre os mais prejudiciais, aliás, nos óleos essenciais/perfumes são os mais naturais o que causam mais alergias e que contêm na sua formulação alergenos em maior quantidade.

  44. Imagem de DiDi comentou

    Sobre o sabão de côco,queria saber se o hidróxido não é prejudicial para a pele e se é bidegradável?

  45. Imagem de PriscilaPriscila comentou

    Olá! Caro Dr., encontrei seu site por acaso e li alguns dos depoimentos deixados pelos seus leitores. Antes de mais nada, gostaria de esclarecer alguns fatores que estão muito deturpados pelo conhecimento leigo das pessoas em questão. Não desmerecendo o conhecimento específico de ninguém, mas tenho em mente que antes de tratarmos de assuntos tão sérios e impontantes, é impressindível um mínimo de conhecimento técnico e científico. Sou química, pós-graduada em Cosmetologia e trabalho em uma Indústria de Cosméticos no setor de Pesquisa e Desenvolvimento.
    Em primeiro lugar: os sabôes também conhecidos como “carboxilatos de sódio” cujos mesmos sofrem a tal “reação de saponificação” com Hidróxido de sódio geralmente tem pH em torno de 10 – 11. O pH fisiológico é em torno de 5,5. Realmente, concordo em dizer que o pH alcalino é prejudicial a pele. Não se pode colocar ácidos para regular o pH dos sabões, pois a reação volta ao que era antes da saponificação, desestruturando a molécula (tensoativo). O cloreto de sódio serve apenas e nada mais para controle de viscosidade. Nada interfere com a glicerina. Conservantes são necessários porque os maiores índices de produtos cosméticos contaminados se dão pelo mal uso do próprio consumidor, uma vez que a maioria das empresas trabalham seguindo as normas da Vigilância Sanitária e utilizando-se de GMPs (Boas Práticas de Fabricação). Esses conservantes podem sim apresentar um potencial alergênico e/ou irritativo dependendo de indivíduo para indivíduo.
    Agora, existem os sabonetes líquidos que podem sim serem trabalhados em sua formulação a ponto de deixar o pH do meio o mais próximo possível do pH da pele. Os sabonetes da marca Dove po exemplo, que contém 1/4 de creme hidratante, na verdade possuem em sua formulação um tensoativo sintético que é mais suave que o comum e também pode ser trabalhado o pH do meio.
    Por fim, a utilização de sabões em substituição aos shampoos….. É pra acabar com a cabeleira da mulherada!! Isso sim… Para os homens, talvez o efeito não seja tão percebido, mas para as mulheres….. Hummm.. É completa loucura.
    O cabelo é composto de várias partes, porém a parte externa chama-se cutícula (O Dr. com certeza sabe desses detalhes) que parecem escamas de peixes. Quando as cutículas dos cabelos estão “fechadas”, o cabelos mantem-se macio com uma sensorial sedoso, porém quando as cutículas estão “abertas” (levantadas), o cabelo fica com aspecto “frizz”, com volume, ressecado sem brilho entre outros. O único fator conhecido que abre ou fecha as cutículas do cabelo é: ” pH”!!!! pH alcalino= cutículas abertas. pH ácido= cutículas fechadas! Agora, quem é louca de usar um sabão que tem um pH em torno de 11 para lavar a cabeça????
    (lembrando que na escala de pH de 0 a 6,5 é ácido, 7 é básico e de 7,5 a 12 é alcalino)
    Os shampoos são irritantes sim, porém são produtos que não se mantem na cabeça (ou ao menos não deveriam) mas tem um pH em torno de 5,5 a 6,5 e por fim os condicionadores selam as cutículas abertas pelo shampoo com pH em torno de 3,5 a 4,5.
    Os outros aditivos químicos como vocês chamam, servem para dar viscosidade ao produto, emoliência, refletir brilho, condicionar, etc… Aí fica a critério de cada um, usar um shampoo pH 6,0 ou um sabão pH 11.
    O conhecimento técnico e científico é de extrema importância para que o consumidor final não se torne um ser que não tenha a capacidade de pensar!!!

    Grata,

  46. Imagem de PAULINHOPAULINHO comentou

    poxa naum encontrei o que eu queria ! eu queria um comercial do sabobete de côco ou uma rima pode ser ! aquele que suber vou agradeser! bjãooOoo ai nas ninas e abraços ai pros mano´s !

  47. Imagem de Juliana LCO comentou

    Alô a todos que estão acompanhando este forum. Caí aqui por acaso, procurando receitas novas pela net e achei muito interessante a discursao, a historia do shampoo de aloe vera natural foi ótima. Fabrico sabonetes em casa(pelo processo a frio)e gostaria de explicar algumas coisas e clarear um pouco este segredo da fabricação de sabões naturais.

    Li todos os posts acima e alguém citou que a inclusão de açúcar é só “enchimento”… o acréscimo do açúcar pode ter 2 finalidades, a primeira é um peeling natural, a segunda (que acredito ser o caso) é de contribuir na produção de espuma, principalmente em sabões feitos com óleos que não tem esta propriedade desenvolvida (como o de oliva por exemplo).
    Um sabão natural dificilmente terá um ph neutro (7) os que dizem ser, em geral tem algum produto artificial para fazer esse balanceamento. Em geral o ph fica entre 9 e 10 e para compensar esta acidez que poderia ressecar a pele coloca-se uma dose extra de gordura/óleo vegetal e isso torna o sabonete hidratante e não agressivo a pele. Sabao com 100% de coco é realmente um sabao que resseca a pele, por isso quem faz-e usa- sempre mistura um outro oleo que seja mais aceito pela pele.
    Para quem tem problema com os perfumes realmente é melhor o sabonete puro, sem qualquer cheiro… e quem nao gosta daquele cheirinho característico do de coco utilizar um outro (de oliva por exemplo), a gama é enorme! Minha historia com sab. naturais começou por necessidade e tenho de dizer: nunca mais compro um sabonete no supermercado!
    qualquer pergunta por favor entrem em contato :)

  48. Imagem de francyfrancy comentou

    o sr. ja experimentou o sabonete de coco da marca granado, pois se a marca for confiavel passarei a usar dessa linha, pois ela tem tb o condicionador meu cabelo é um pouco comprido e aspero e seu eu nao usar um condicionador o pente nao passa.

    Gostaria de saber a respeito do sabonete de glicerina tambem pode ser uma opçao saudavel?

    • Imagem de Dr. Alexandre Feldman comentou

      É importante ler todos os comentários antes de fazer uma pergunta. Perguntas repetitivas com respostas repetitivas cansam quem realmente lê antes de perguntar. Sobre seu questionamento, leia os comentários anteriores.

  49. Imagem de MarinaMarina comentou

    Doutor, misturei sabão de coco ralado + babosa (áloe vera)+ água e bati tudo no liquidificador e fiz o meu “shampoo”. O que o senhor acha dessa formula?

    • Imagem de Dr. Alexandre Feldman comentou

      Achei interessantíssimo! Já aplicou? Ficou bom? Fez bom efeito sobre o cabelo? Poderá ajudar outras leitoras se você especificar como é o seu cabelo – curto, liso, crespo, facil ou difícil de pentear, etc.

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  1. […] Dr. Alexandre Feldman diz que usa sabão de coco (mais natural possível) na pele e nos cabelos, além do óleo de coco puro e extra-virgem para hidratar. Veja discussão (é importante ler também os comentários e não apenas o artigo) no site dele. Tem até uma receita, na qual ele acrescenta óleo de coco / coco ralado, entre outros ingredientes e um alerta contra a água muito quente e o excesso de ensaboamentos http://www.enxaqueca.com.br/blog/?p=80#more-80 […]