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Cefaleia em Salvas – A Dor de Cabeça Mais Forte Que Existe

Cefaleia em Salvas – Não Existe Dor de Cabeça Maior

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Cefaleia em Salvas

Cefaleia em salvas é doença rara, ao contrário da enxaqueca que é muito comum. Mas quem tem cefaleia em salvas sofre de uma dor de cabeça incalculavelmente maior, mais intensa, que aquela da enxaqueca.

Sim, todos nós sabemos como algumas crises de enxaqueca podem doer a ponto de derrubar a pessoa numa cama, prostrada, sem conseguir sequer falar sem que ocorra um aumento ainda maior da dor de cabeça, do peso e latejamento. Mas a dor de cabeça da cefaleia em salvas é muito pior, muito mais forte. O mais triste é que estes pacientes muitas vezes ficam sem tratamento adequado por falta de informação e conhecimento por parte do médico. 

Sintomas da Cefaleia em Salvas:

  • Dor muito intensa, extrema, excruciante, em apenas um dos lados da cabeça.
  • A dor da cefaleia em salvas nunca acontece dos dois lados da cabeça.
  • Pode doer cada lado da cabeça alternadamente, uma crise de um lado e a outra do outro lado.
  • Geralmente a dor de cabeça da cefaleia em salvas ocorre sempre do mesmo lado da cabeça.
  • A crise de cefaleia em salvas não é acompanhada por enjôo (náuseas) ou vômitos.
  • A cefaleia em salvas não vem com sensibilidade à claridade ou barulho.
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    Olho vermelho do lado da dor

    Na cefaleia em salvas, o olho do lado da dor fica bem vermelho e lacrimeja bastante. Apenas um olho.

  • A narina do lado da dor escorre (coriza) e entope (congestão nasal). Apenas uma narina.
  • A face transpira, brilha de suor, principalmente do mesmo lado da dor.
  • A face incha, principalmente do mesmo lado da dor, a fisionomia se altera durante a crise de cefaleia em salvas.
  • Os olhos incham, especialmente o olho do mesmo lado da dor.
  • A pálpebra do lado da dor cai, deixando o olho semifechado ou fechado.
  • O paciente não consegue parar quieto de tanta dor: anda de um lado para outro, pode atirar móveis e objetos no chão ou contra a parede, de tanto desespero.
  • O paciente pode sofrer traumas e fraturas ao esmurrar, chutar ou bater com a cabeça violentamente em paredes ou objetos.
  • O paciente se retira da presença de outras pessoas e se isola para que ninguém possa ver a degradação humana provocada pela crise de cefaleia em salvas.
  • Cada crise de cefaleia em salvas dura entre 30 minutos e 2 horas, diferentemente da crise de enxaqueca que dura entre 4 horas e 3 dias. Para que você, que sofre de enxaqueca, possa entender melhor, podemos afirmar que uma crise de cefaleia em salvas corresponde a 3 dias de crise fortíssima de enxaqueca concentrados em 30 ou 45 minutos.
  • Podem ocorrer 3, 4 e até 5 dessas crises de cefaleia em salvas em um único dia.
  • A crise de cefaleia em salvas vem com hora marcada. O paciente, quase sempre, sabe especificar precisamente o(s) horário(s) do dia em que sua(s) crise(s) acontece(m). É comum uma delas ocorrer de madrugada, uma a duas horas após o paciente adormecer.
  • Depois da crise de cefaleia em salvas, a dor de cabeça pode passar completamente, ou a cabeça pode permanecer dolorida, até a próxima crise.
  • As crises de cefaleia em salvas permanecem diárias por um período que varia entre algumas semanas e alguns meses, e em seguida costumam simplesmente ir embora, como se nada tivesse acontecido. Esse período durante o qual as crises ocorrem é conhecido como “episódio de salvas”.
  • Cada “episódio de salvas” costuma ocorrer na(s) mesma(s) época(s) do ano para o mesmo paciente. Por exemplo, o paciente já sabe que todo mês de janeiro e fevereiro acontece o “episódio de salvas”, todos os anos. Em alguns paciente, os episódios de salvas vêm acada 2 ou 3 anos. Em outros, mais de uma vez ao ano, quase sempre em épocas pré-determinadas.
  • Durante o episódio de salvas”, e apenas durante esse período, o paciente não consegue beber nenhum álcool. Um gole sequer de bebida alcoólica, não importando quão baixo é o teor de álcool, é suficiente para desencadear imediatamente uma crise extra de cefaleia em salvas. Fora do “episódio de salvas”, este mesmo paciente ingere bebidas alcoólicas normalmente.
  • Uma minoria dos portadores de cefaleia em salvas não possui episódios de salvas bem definidos, podendo ter crises de cefaleia em salvas a qualquer época, a qualquer momento.

Antigamente conhecida como cefaleia de Horton, cefaleia histamínica, cefaleia agrupada ou cefaleia em cachos, a cefaleia em salvas é uma doença rara. A dor da cefaleia em salvas é considerada pela medicina como sendo a mais forte dor que existe – muito mais até que a cólica dos rins, muito mais que a dor do parto. Existem alguns milhares de sofredores dessa doença no Brasil (em contraste aos milhões de sofredores de enxaqueca), a imensa maioria dos quais sem diagnóstico e sem tratamento adequados.

A cefaleia em salvas ocorre muito mais em homens que mulheres (ao contrário da enxaqueca, que ocorre mais em mulheres que homens).

A idade de início da cefaleia em salvas costuma ser após os 30 anos (enquanto na enxaqueca, costuma ser na adolescência).

A dor da cefaleia em salvas é só de um dos lados da cabeça, nunca dos dois lados ao mesmo tempo. A dor pode mudar de lado numa próxima crise, mas ela jamais ocorre simultanteamente dos dois lados.

A localização mais comum da dor de cabeça da cefaleia em salvas corresponde à área de uma mão espalmada sobre um dos olhos.

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Pálpebra cai do lado da dor

A duração da crise de cefaléia em salvas é curta quando comparada à enxaqueca: cada crise costuma durar entre meia hora e duas horas. O problema é a intensidade da dor – verdadeiramente esmagadora! Durante a crise, é muito comum o olho do mesmo lado da dor ficar bem vermelho e lacrimejante; e a narina do mesmo lado ficar escorrendo sem parar. O indivíduo em crise costuma se retirar para um recinto isolado, e não consegue parar quieto (ao contrário da enxaqueca, onde a pessoa procura ficar o quanto mais quieta e imóvel na hora da dor forte). Durante a crise de cefaleia em salvas, o paciente fica andando para lá e para cá, sentando, levantando, e em alguns casos, atirando objetos e até batendo a própria cabeça na parede. Por sorte, quanto mais intensa a dor, mais curta sua duração da crise de cefaleia em salvas. O problema é que a pessoa pode ter várias dessas crises ao dia. É comum apresentar 3 crises diárias, pelo menos uma delas durante a madrugada, atrapalhando muito o sono.

A cefaleia em salvas recebe esse nome porque, em geral, a pessoa é acometida por uma “salva” de cefaleias (digamos, 3 crises ao dia, de 40 minutos cada uma, durante 20 dias), seguida por um período sem cefaléias (que pode variar de semanas a anos), formando um padrão cíclico que se repete ao longo do tempo, com uma precisão impressionante. Também impressionante é a regularidade dos horários das crises, bem como da duração das mesmas, durante o episódio de salvas. É comum a pessoa saber dizer exatamente quantos minutos dura cada crise de cefaleia em salvas, bem como o horário exato de cada crise. É a dor com hora marcada!

Isso leva à conclusão que o relógio biológico do nosso cérebro está envolvido na geração desta doença. Na cefaleia em salvas, o relógio biológico provoca, ciclicamente, periodicamente, alterações em neurotransmissores como a serotonina, levando às crises de dor. Mas na verdade, não é só um problema do relógio biológico, pois há algumas (bem menos) pessoas que sofrem de cefaleia em salvas e que não têm esse padrão cíclico de ocorrência das crises. O fato é que muito pouco ainda se sabe sobre a verdadeira causa da cefaleia em salvas.

Tratamento da Cefaleia em Salvas

Felizmente, a medicina já sabe tratar a cefaleia em salvas, de modo a controlar a dor. Uma das maneiras de escapar de uma crise de cefaléia em salvas é através da inalação de oxigênio a 100%, durante 15 minutos (não serve ar comprimido, precisa ser oxigênio). De cada 4 sofredores, 3 obtêm alívio rápido, em questão de poucos minutos, da crise de cefaleia em salvas mediante a inalação de oxigênio, em fluxo máximio, com a máscara bem apertada. É um método que deveria ser mais divulgado, afinal, não envolve drogas e está ao alcance de todos. Mas possui a desvantagem de não prevenir as crises, apenas aliviar a crise que já está acontecendo. Por isso, é preciso, também prevenir as crises. Atenção: algumas pessoas portadoras de cefaleia em salvas que relatam terem feito inalação de oxigênio e não melhoraram, podem na verdade ter inalado ar comprimido e não oxigênio a 100%. Nem todos os “tubos” são de oxigênio. Outra coisa: se você sofre de enxaqueca e não de cefaleia em salvas, fique sabendo que inalações de oxigênio a 100% são INeficazes para crise de enxaqueca. Não perca seu tempo.

Aplicação de anestésicos locais na narina do lado afetado, e medicações como a sumatriptana (nome comercial Sumax) injetável, e outros triptanos (rizatriptana, zolmitriptana) podem ser eficazes até mesmo na via oral. Porém necessitam de prescrição e monitoramento médico, pois via de regra não devem ser tomados por pacientes fumantes, acima de 55 anos, hipertensos e com outros riscos de ataque do coração. Além disso, possuem “tarja vermelha” no rótulo, significando que a venda somente pode ocorrer mediante prescrição médica. Portanto não estou “indicando remédios para você”, mas sim informando sobre medicamentos que você pode discutir com o seu médico, na tentativa de tratar sua crise de cefaleia em salvas. Medicações à base de ergotamina e diidroergotamina também podem ser eficazes no alívio da crise de cefaleia em salvas, bem como corticóides.

Também existem medicamentos que podem ser utilizados diariamente, durante cada episódio de salvas, para prevenção, ou seja, no intuito de diminuir a frequência, intensidade e duração das crises de cefaleia em salvas propriamente ditas. Destes, a metisergida costumava ser o melhor remédio, mas infelizmente saiu do mercado (leia o obituário da metisergida que escrevi), o verapamil (e outros bloqueadores de canais intracelulares de cálcio), o lítio, o valproato e a metilergonovina, entre outros, que o médico prescreve no intuito de espaçar as crises, torná-las mais brandas caso sobrevenham, e mais fáceis de combater. Atenção: não use remédios preventivos sem receita médica, pois eles necessitam de acompanhamento e monitorizações especializadas, sob pena de grave risco à sua saúde. Ademais, tais medicamentos somente podem ser vendidos na farmácia mediante prescrição médica. Para seu próprio bem, não se automedique.

Cirurgia Para Cefaleia em Salvas

Existe até tratamento cirúrgico para cefaleia em salvas, com o objetivo de cortar e interromper a passagem dos estímulos dolorosos em direção ao cérebro. O tratamento cirúrgico é indicado apenas para aqueles casos que não melhoram com o tratamento farmacológico, ou cujas reações adversas aos medicamentos não permitem o tratamento adequado. A cirurgia consiste em destruir as vias neuronais supostamente responsáveis pela dor. O efeito a curto e longo prazo do procedimento cirúrgico para cefaleia em salvas depende de cada caso.

A imensa maioria dos sofredores de cefaléia em salvas são fumantes inveterados. Portanto, quem não fuma está muito menos arriscado a ter essa doença.

Sofrer de enxaqueca não aumenta o risco de sofrer de cefaleia em salvas.

Ao contrário da enxaqueca, o paciente com cefaleia em salvas não consegue identificar fatores desencadeantes de crises – com exceção do álcool. Durante o episódio de salvas, se a pessoa beber, certamente apresentará uma crise logo em seguida. Passado o episódio de salvas, a pessoa pode beber normalmente, que a crise não virá.

Ao contrário da enxaqueca, a cefaleia em salvas não melhora com dietas ou mudanças na alimentação. Porém vários pesquisadores apontam para a possibilidade de um “conserto natural do relógio biológico” através de tratamentos com exposição a luz bem forte e brilhante ao anoitecer, durante 45 a 60 minutos, durante um período de vários meses. A eficácia desse tipo de abordagem nunca foi comprovada, provavelmente porque tão poucas pessoas devem ter conseguido colocá-la na prática pois a intensidade de luz sugerida é enorme, 5 a 10 mil lux, que não se consegue com a iluminação usual. No meu consultório, já presenciei aumento da periodicidade (portanto diminuição da frequência) dos episódios de salvas quando o paciente passa a ir dormir uma média de 45 a 60 minutos mais cedo e na escuridão total (persiana, cortina e blackout fechados à noite) todos os dias, seguidos de exposição ao sol  da manhã (ou claridade da manhã, caso não haja sol), sem óculos escuros, por outros 45 a 60 minutos, diariamente, por 6 meses a 1 ano.

Normalmente, não se associa a cefaleia em salvas a fatores desencadeantes de ordem emocional. Porém, minha experiência pessoal no tratamento de muitos pacientes com cefaleia em salvas no consultório não me deixa a menor dúvida que existe, em alguns casos, uma associação. Pacientes meus passando por problemas emocionais, ficam muito mais difíceis de responder a tratamentos antes bem mais eficazes. Técnicas de relaxamento e de controle do stress são recursos eficazes no auxílio do controle de qualquer doença crônica, e a cefaléia em salvas parece não ser exceção.

Você Pode Ajudar

voce Cefaleia em Salvas   A Dor de Cabeça Mais Forte Que ExisteA cefaleia em salvas é uma doença rara, mal diagnosticada, (inclusive tem gente que acha que tem cefaleia em salvas e que na verdade, felizmente, não tem), inadequadamente tratada e a maioria daquelas pessoas que sofrem de cefaleia em salvas, sofre também de imensa carência de informação vital no sentido que a doença de fato existe e não é “fruto da imaginação”, como infelizmente muitos profissionais de saúde acreditam. Ainda que você, que acaba de ler este artigo, não sofra de cefaleia em salvas, considere a possibilidade de ajudar alguém que sofre dela divulgando o quadro clínico e sintomas da cefaleia em salvas através das redes sociais e de seu blog ou site, caso possua. Nós juntos podemos, assim, criar e manter essa campanha de conscientização da cefaleia em salvas, esta doença rara porém dolorosa, mas que tem controle. Assim poderá fazer um bem imenso a alguém que precisa muito desta informação e deste conhecimento.

Comentários dos Meus Leitores

  1. Irene comentou

    Eu tenho este tipo de dor, já sofri muito por falta de compreenção dos proprios médicos que pareciam zombar das minhas queixas, quando eu relatei que minha narina ficava entupida quando a dor estava forte e que se eu chorasse por causa da dor ela aumentava ele riu na minha cara e disse que se ele chorasse tambem ficava com dor de cabeça. Eu tenho 62 anos e só agora depois de velha que eu consegui fazer tratamento especifico para enxaqueca com um neurologista, e melhorei seguindo os seus conselhos Dr.Alexandre Feldman, sobre alimentação e modo de vida. Obrigada!

    • comentou

      Irene, obrigado pelo comentário, mas posso adiantar que, se seu problema melhorou com meus conselhos sobre alimentação e estilo de vida, deveria ser enxaqueca e não cefaleia-em-salvas.

  2. nikapinika comentou

    Por volta dos nove anos de idade que minhas crises de dor de cabeça começaram. Até uns 16 anos de idade, eram de um lado só da cabeça, uma dor forte mas de curta duração. Eu costumava dizer que era como uma “agulha de tricô” entrando no meu cérebro. Quanto maior a dor da “pontada”, mas rápido ela passava. O olho do lado dolorido lacrimejava sozinho, a narina do mesmo lado também escorria.
    Após os 16 anos, a cabeça passou a doer de forma diferente, em locais diferentes, em horários diferentes e por mais tempo.
    Eu sempre achei que tinha tido cefaléia em salvas quando pequena e meu organismo, “marotão”, resolveu substituí-la pela enxaqueca anos depois.
    Mas agora, depois de ler sobre a intensidade da dor da cefaléia acho q, felizmente, nunca tive isso.

  3. Holerbach Dantas comentou

    Sou homem de 45 anos, tenho cefaléia em salvas desde os 20 anos de idade. Já fiz dois eletros e raio x duas vezes além de todo tipo de exame de sangue que não apontaram problemas. Já tomei diversos remédios e apenas o Ormigrein interrompia as terríveis dores. Uma vez um neurologista DESGRAÇADO disse que meu problema era enxaqueca e que isso era mais comum em mulheres. Anos depois identifiquei corretamente a doença que é mais comum em homens, imprimi textos a respeito e mandei entregar a ele. Sinto a dor de uma faca cortando atrás do meu olho direito durante mais de uma hora por dia. Agora pararam de vender o Ormigrein e a minha vida está na corda bamba quando sou atacado pela salva terrível que dura em torno de 20 dias por ano.

  4. Alexandrina Ferreira comentou

    Tenho quatro diagnósticos de Cefaleia em Salvas feitos por neurologistas renomados, sendo dois grandes estudiosos dessa dor. Mas, sempre sou diagnosticada como uma Cefaleia em Salvas Atípica porque tenho diversos sintomas da doença, mas alguns não. Por exemplo, minha dor é só de um lado, sendo que se dá na face, ao lado do nariz direito (sempre) como se estivessem enfiando uma faca embaixo do meu olho e perto do nariz, é sempre do mesmo lado; aparece sem lógica, mas na maioria das vezes ocasionada por bebida alcóolica (sendo que às vezes dá, outras não), minha narina entope (mas não tenho coriza), minha pálpebra cai (mas não tenho lacrimejamento); na maioria das vezes minhas dores aparecem de madrugada quando vou deitar (aliás é o que tenho mais medo de fazer na vida DORMIR, depois do almoço NUNCA, nem pensar que eu faço isso o medo é muito grande). Só o que tenho de diferente é a duração. Minha dor é intensa, mas sei que um pouco mais branda do que as que já vi em vídeo. Sendo que é insuportável. Só que a duração dela é mais longa do que 30 minutos. Chego a ter uma dor intensa e contínua por mais de duas horas. Isso que sempre me intrigou!!! Outra coisa que me intriga é que tenho essa dor desde meus 30 anos de idade (hoje estou com 53), só que nunca tive uma remissão de mais de dois ou três meses. Morro de inveja quando vejo relato de pessoas que passaram anos sem ter. Queria passar um ano sem ter essa dor. Nunca aconteceu comigo. E, também, por me diagnosticarem como Cefaleia em Salvas Atípica não faço tratamento profilático. Acham desnecessário o uso do verapamil. O que faço, por minha conta e risco, é quando bebo meu vinho socialmente não deito sem tomar um comprimido de Prednisona (Meticorthem) e outro de Naramig. Aí conto com a sorte. Deito e espero com palpitações intensas se terei a dor ou não. São 23 anos nessa agonia. Quando a dor vem a única maneira de estancá-la é com o Sumax injetável que utilizo meia ampola. Em menos de 10 minutos a dor passa. Meu único conforto é que sei que isso não vai me matar e que vai passar. Mas acho um absurdo ter cura para o câncer e não ter cura para uma dor. Sou uma pessoa de extremo bom humor, graças a Deus, e essa dor é uma das únicas coisas capazes de me fazer uma pessoa triste. Espero ansiosa que um dia descubram a cura. Um abraço.

  5. comentou

    ola meu nome e Carlos tenho 41 anos, e tenho cefaleia em salvas, mas graças a Deus, vocês medicos estão se aperfeiçoando, e descobrindo tratamentos mais eficazes.

  6. Fernando comentou

    Olá doutor, já tive essa crise de cefaleia em salvas há mais ou menos 8 anos atrás. E em dezembro de 2013 começou de novo. Sintomas iguais descritos pelo Sr: fortes dores de um lado, olho lacrimejando e nariz entupido, e as crises são geralmente á noite ou de madrugada. No meu caso percebi que ela começa sempre depois de ingerir álcool. Meu médico receitou Verapamil para prevenção e Sumax para cortar. Está diminuido um pouco mas essa dor é muito insuportável…. Tomara que passe logo e demore mais alguns anos para voltar.

  7. cleber junior comentou

    Há poucos dias descobri que minhas dores de cabeça se tratam de cefaleia em salvas – dores estas que me aconpanham a 18 anos, somente Deus o todo misericordioso sabe a dor que sentimos nas crises mas agudas, um forte abraço a todos as vitimas da cefaleia em salvas .