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Cuidado com o MAXALT RPD

O laboratório MSD fabrica um consagrado remédio para tratar de crises de enxaqueca, chamado MAXALT. Este remédio pertence à classe dos triptanos, considerados como sendo de última geração no alívio sintomático da crise.

Acontece que existem duas formas de apresentação do MAXALT. Uma delas é um comprimido comum e a outra, um disco liofilizado que deve ser deixado dissolvendo na boca, como uma bala. Esta última recebe, no rótulo, o nome de MAXALT RPD.

Os remédios, quando absorvidos pela via sublingual, possuem ação mais rápida e eficácia maior do que os seus equivalentes absorvidos pelo estômago e intestino. Infelizmente, nem todos os remédios são capazes de serem absorvidos diretamente pela via sublingual. Este é o caso do MAXALT RPD.

O MAXALT RPD derrete na boca, é verdade, mas o seu princípio ativo (rizatriptano) somente é absorvido após ser engolido, como qualquer outro comprimido que se engole com água. A única "vantagem" do MAXALT RPD é que ele não precisa de um copo d'água para ser engolido - o que, na realidade, não é bem uma vantagem, pois tomar água pode fazer muito bem a quem sofre de enxaqueca.

O laboratório criou essa forma de apresentação, provavelmente, aproveitando-se da crença de que qualquer comprimido sublingual possui um efeito maior que um comprimido normal. Como esse não é o caso do MAXALT RPD, a razão, nesse caso, só pode ter sido puro marketing.

Diferentemente dos comprimidos sublinguais para outras finalidades, o MAXALT RPD não é diretamente absorvido pela via sublingual e precisa passar normalmente pelo processo de absorção gastrointestinal. É claro que a maioria dos pacientes, e até muitos médicos, não sabem disso e acham que a absorção do MAXALT RPD é sublingual. Mas não. É claro, também, que essa percepção errônea traz uma inegável vantagem publicitária. Muitos médicos estão prescrevendo, e pacientes tomando, MAXALT RPD.

O pior mesmo, é que médicos e pacientes também desconhecem um outro detalhe, importantíssimo, sobre a formulação do MAXALT RPD.

O detalhe é que um dos componentes do MAXALT (RPD) é uma substância que pode, por si só, desencadear crises de enxaqueca e dores de cabeça.

Esse componente nada mais é que o adoçante artificial aspartame. Sim, por incrível que pareça, esta substância está presente no MAXALT RPD. O assunto chegou até a ser apresentado em um artigo publicado na revista científica Headache, volume 41, páginas 899-901.

Como é que um laboratório que faz um remédio tão consagrado para enxaquecas não sabe que o aspartame pode desencadeá-las? Ou será que sabe?... E se sabe, por que incluiu o aspartame na sua composição?

Em tempo: o MAXALT, sob a forma de comprimido comum, não contém aspartame. Porém, lembre-se sempre: este medicamento, assim como qualquer outro, somente deverá ser utilizado mediante supervisão médica.

 

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