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O uso frequente de analgésicos comuns pelos portadores de enxaqueca pode acarretar em dependência.

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Enxaqueca e as refeições

Um dos grandes fatores desencadeantes de crises de enxaqueca é o fato de não se alimentar. O jejum (mesmo não prolongado) pode, muito frequentemente, causar enxaqueca. Como veremos, o mecanismo exato pelo qual isso ocorre permanece envolvido em mistério. A hipoglicemia (baixa do açúcar no sangue), que ocorre em consequência do indivíduo ficar muito tempo sem se alimentar, pode resultar em vasodilatação (aumento dos vasos sanguíneos), levando a uma dor de cabeça como consequência.

Existe muita controvérsia quanto utilização do termo hipoglicemia. Muitos médicos aceitam apenas uma definição rigorosa dessa síndrome, diagnosticada por certos critérios num exame que pode levar até 5 horas, denominado teste de tolerância à glicose.

Contudo, podem existir vários graus de hipoglicemia. Por exemplo, se a pessoa se sente ansiosa, irritada, deprimida, confusa ao atrasar ou perder uma refeição. Ou então, se a perda ou atraso da refeição causa piora da memória, tontura, fraqueza, cansaço, tremores, ou suor frio. Ou ainda, se existe um apetite fora do comum para alimentos açucarados e doces. Ou se o fato de perder/atrasar uma refeição provocar dores de cabeça.

Em todos esses casos, a pessoa pode estar sofrendo de hipoglicemia relativa (uma forma bem mais branda de hipoglicemia).

Caso você suspeite sofrer de hipoglicemia, pode pedir ao seu médico um teste de tolerância glicose. Trata-se do mesmo exame feito em diabéticos, para ver como o organismo responde a alterações da concentração de açúcar no sangue.

Em organismos normais, a concentração de açúcar no sangue sobe sempre que o indivíduo se alimenta. Isso estimula a produção de insulina pelo pâncreas, a qual traz a concentração de açúcar no sangue de volta ao normal. Em indivíduos diabéticos, o nível de açúcar no sangue não retorna ao normal após 2 horas, uma vez que sua produção de insulina insuficiente. Configura-se, assim, um estado de hiperglicemia. Ao contrário, em indivíduos hipoglicêmicos, a taxa de açúcar no sangue tende a cair consideravelmente abaixo do normal, devido ao excesso de insulina produzido.

Se você fizer um teste de tolerância à glicose, preste atenção: o exame transcorre por um tempo de duas horas; suficiente para revelar a presença de diabetes. Porém, duas horas não são suficientes para revelar a presença de hipoglicemia. Após esse tempo, o organismo hipoglicêmico traz seu nível sanguíneo de glicose de volta ao normal. Contudo, por causa do excesso de insulina produzido, as próximas três horas serão fundamentais para determinar uma queda da taxa de açúcar no sangue abaixo dos valores normais. Essas próximas três horas representam, pois, um tempo crucial para a detecção de hipoglicemia. Portanto, seu médico deve prescrever um teste de tolerância à glicose de 5 horas, para detectar hipoglicemia.

Porém, pacientes com essa síndrome podem, mesmo assim, apresentar-se normais no teste de tolerância à glicose. De modo que esse exame laboratorial não é muito importante, exceto para fins de documentação. Por isso, se a síndrome de hipoglicemia, que estamos descrevendo, lhe parece familiar, tente as modificações aqui sugeridas. Afinal, mal elas no podem fazer!

Se funcionarem para o seu caso, você terá encontrado um método eficaz de lidar com seu mau humor e dores de cabeça, não importa qual o diagnóstico. Nunca pule refeições! Alimente-se várias vezes ao dia, um pouco por vez!!

 

 

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