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Enxaqueca e hipoglicemia
Esse palavr„o - hipoglicemia - nada mais È que a baixa da taxa de aÁ˙car do sangue. Vamos analisar o mecanismo pelo qual a hipoglicemia leva a dor de cabeÁa.
Quando vocÍ come massas, p„es, batatas, arroz, ou aÁ˙cares (de cozinha, mel, xarope de milho, frutas doces), esses compostos desfazem-se no tubo digestivo, sendo finalmente absorvidos pela corrente sang¸Ìnea como glicose ou aÁ˙car do sangue. A glicose È, ent„o, levada a todo corpo, atravÈs da rede de vasos sang¸Ìneos.
Todas as partes do nosso corpo, incluindo o cÈrebro, necessitam de aÁ˙car e oxigÍnio para funcionarem. Portanto, o nÌvel de glicose no sangue È importantÌssimo para a vida. Uma grande variedade de Ûrg„os e gl‚ndulas est· envolvida na monitorizaÁ„o desse nÌvel, t„o fundamental ao organismo. A gl‚ndula hipÛfise, tireÛide, supra-renal, o p‚ncreas e o fÌgado colaboram para que mantenhamos o nÌvel necess·rio de glicose.
Quando comemos (e tambÈm quando se ingere aÁ˙car, ·lcool, tabaco, cafeÌna, maconha ou cocaÌna), o nÌvel de aÁ˙car do sangue aumenta. Esse fato alerta o p‚ncreas no sentido de produzir mais insulina, para combater esse alto nÌvel.
Qual o mecanismo de aÁ„o da insulina?
Ela ajuda a glicose a atravessar a membrana das cÈlulas dos tecidos, a partir da parede dos vasos sang¸Ìneos. Em outras palavras, sem insulina as cÈlulas n„o conseguem captar a glicose que necessitam.
E se houver um excesso de glicose disponÌvel para ser absorvido pelos tecidos? Nesse caso, a prÛpria insulina "manda" o fÌgado converter parte da glicose do sangue em glicogÍnio, que È uma forma do corpo estocar glicose.
Esse glicogÍnio estar· disponÌvel ao organismo sempre que o nÌvel de aÁ˙car (glicose) do sangue voltar a cair. Por exemplo, quando vocÍ faz ginastica, est· queimando energia - em outras palavras, aÁ˙car (glicose). De modo que o organismo converte parte da energia estocada (glicogÍnio) para equilibrar a diferenÁa. Mais cedo ou mais tarde, a gente come alguma coisa que repıe a energia perdida. Mas um organismo sadio pode se virar durante um bom tempo utilizando essa energia estocada.
Para o hipoglicÍmico e o diabÈtico, no entanto, esse processo encontra-se desregulado.
Um p‚ncreas normal mantÈm o nÌvel de glicose do sangue entre 70 e 110 miligramas por 100 mililitros de sangue (ou, como se costuma dizer entre os mÈdicos, entre 70 e 110 miligramas por cento).
O p‚ncreas de um diabÈtico pode apenas manter a taxa em 130 a 300 mg%, significando que a comida ingerida por esse(a) diabÈtico(a) n„o est· sendo devidamente estocada como energia pelo corpo.
Ao contr·rio, o indivÌduo hipoglicÍmico possui um p‚ncreas hiperativo. Ele produz tanta insulina que o nÌvel de aÁ˙car do sangue cai abaixo de 40-50 mg por cento.
Ou seja, muita glicose est· deixando os vasos sang¸Ìneos em direÁ„o aos tecidos org‚nicos. Esse fenÙmeno pode ocorrer em maior intensidade apÛs ingest„o de alimentos muito doces, ou de ·lcool, ou certas drogas. De repente, o nÌvel de aÁ˙car do sangue fica muito baixo.
O organismo reconhece esse fato como uma emergÍncia. Uma cadeia de eventos toma lugar, no sentido de "avisar" o cÈrebro de que ele poder· n„o funcionar adequadamente por falta de energia (glicose), se o problema n„o for rapidamente solucionado.
Em resposta a esse aviso, na tentativa de elevar o nÌvel de glicose de volta ao normal, o organismo estimula as gl‚ndulas supra-renais. Essas gl‚ndulas, por sua vez, produzem catecolaminas (adrenalina e noradrenalina), entre outras substancias. Esses compostos quÌmicos agem contraindo os vasos sang¸Ìneos com o objetivo de fazer o sangue passar pelo corpo com mais forca e velocidade, "visitando" mais prontamente as ·reas pobres em aÁ˙car, para trazer o pouco aÁ˙car que resta no sangue aos tecidos do corpo.
As catecolaminas tambÈm atuam aumentando a temperatura do corpo, press„o arterial e freq¸Íncia cardÌaca, como parte da mobilizaÁ„o do organismo para uma emergÍncia.
AlÈm disso, provocam sintomas de desconforto, como sensaÁ„o de irritabilidade, dificuldade de memÛria e de equilÌbrio, entre outros.
A contraÁ„o dos vasos sang¸Ìneos produzida pelas catecolaminas n„o pode durar para sempre, de modo que esse fenÙmeno engatilha uma reaÁ„o oposta: a produÁ„o de substancias quÌmicas denominadas prostaglandinas. Algumas dessas subst‚ncias quÌmicas atuam dilatando os vasos sang¸Ìneos - o que por sua vez pode provocar uma cefalÈia em latejamento, do tipo da enxaqueca!!
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