A enxaqueca  
 
  Newsletter

Receba, gratuitamente, artigos sobre dor de cabeça e enxaqueca. Coloque seu e-mail no campo abaixo:

  Busca no Site Enxaqueca
  Saiba mais
O uso frequente de analgésicos comuns pelos portadores de enxaqueca pode acarretar em dependência.

  Testes on line:
  Aprenda a se conhecer

Enxaqueca e hipoglicemia

Esse palavrão - hipoglicemia - nada mais é que a baixa da taxa de açúcar do sangue. Vamos analisar o mecanismo pelo qual a hipoglicemia leva a dor de cabeça.

Quando você come massas, pães, batatas, arroz, ou açúcares (de cozinha, mel, xarope de milho, frutas doces), esses compostos desfazem-se no tubo digestivo, sendo finalmente absorvidos pela corrente sang¸ínea como glicose ou açúcar do sangue. A glicose é, então, levada a todo corpo, através da rede de vasos sanguíneos.

Todas as partes do nosso corpo, incluindo o cérebro, necessitam de açúcar e oxigênio para funcionarem. Portanto, o nível de glicose no sangue é importantíssimo para a vida. Uma grande variedade de órgãos e glândulas está envolvida na monitorização desse nível, tão fundamental ao organismo. A glândula hipófise, tireóide, supra-renal, o pâncreas e o fígado colaboram para que mantenhamos o nível necessário de glicose.

Quando comemos (e também quando se ingere açúcar, álcool, tabaco, cafeína, maconha ou cocaína), o nível de açúcar do sangue aumenta. Esse fato alerta o pâncreas no sentido de produzir mais insulina, para combater esse alto nível.

Qual o mecanismo de ação da insulina?

Ela ajuda a glicose a atravessar a membrana das células dos tecidos, a partir da parede dos vasos sanguíneos. Em outras palavras, sem insulina as células não conseguem captar a glicose que necessitam.

E se houver um excesso de glicose disponível para ser absorvido pelos tecidos? Nesse caso, a própria insulina "manda" o fígado converter parte da glicose do sangue em glicogênio, que é uma forma do corpo estocar glicose.

Esse glicogênio estará disponível ao organismo sempre que o nível de açúcar (glicose) do sangue voltar a cair. Por exemplo, quando você faz ginastica, está queimando energia - em outras palavras, açúcar (glicose). De modo que o organismo converte parte da energia estocada (glicogênio) para equilibrar a diferença. Mais cedo ou mais tarde, a gente come alguma coisa que repıe a energia perdida. Mas um organismo sadio pode se virar durante um bom tempo utilizando essa energia estocada.

Para o hipoglicêmico e o diabético, no entanto, esse processo encontra-se desregulado.

Um pâncreas normal mantém o nível de glicose do sangue entre 70 e 110 miligramas por 100 mililitros de sangue (ou, como se costuma dizer entre os médicos, entre 70 e 110 miligramas por cento).

O pâncreas de um diabético pode apenas manter a taxa em 130 a 300 mg%, significando que a comida ingerida por esse(a) diabético(a) não está sendo devidamente estocada como energia pelo corpo.

Ao contrário, o indivíduo hipoglicêmico possui um pâncreas hiperativo. Ele produz tanta insulina que o nível de açúcar do sangue cai abaixo de 40-50 mg por cento.
Ou seja, muita glicose está deixando os vasos sanguíneos em direção aos tecidos orgânicos. Esse fenômeno pode ocorrer em maior intensidade após ingestão de alimentos muito doces, ou de álcool, ou certas drogas. De repente, o nível de açúcar do sangue fica muito baixo.

O organismo reconhece esse fato como uma emergência. Uma cadeia de eventos toma lugar, no sentido de "avisar" o cérebro de que ele poderá não funcionar adequadamente por falta de energia (glicose), se o problema não for rapidamente solucionado.

Em resposta a esse aviso, na tentativa de elevar o nível de glicose de volta ao normal, o organismo estimula as glândulas supra-renais. Essas glândulas, por sua vez, produzem catecolaminas (adrenalina e noradrenalina), entre outras substancias. Esses compostos químicos agem contraindo os vasos sanguíneos com o objetivo de fazer o sangue passar pelo corpo com mais forca e velocidade, "visitando" mais prontamente as áreas pobres em açúcar, para trazer o pouco açúcar que resta no sangue aos tecidos do corpo.

As catecolaminas também atuam aumentando a temperatura do corpo, pressão arterial e freq¸ência cardíaca, como parte da mobilização do organismo para uma emergência.

Além disso, provocam sintomas de desconforto, como sensação de irritabilidade, dificuldade de memória e de equilíbrio, entre outros.

A contração dos vasos sanguíneos produzida pelas catecolaminas não pode durar para sempre, de modo que esse fenômeno engatilha uma reação oposta: a produção de substancias químicas denominadas prostaglandinas. Algumas dessas substâncias químicas atuam dilatando os vasos sanguíneos - o que por sua vez pode provocar uma cefaléia em latejamento, do tipo da enxaqueca!!

 

voltar
envie esta página
para um amigo

 
 Conheça mais sobre a clínica Dr. Alexandre Feldman