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FLUOR REM€DIO OU VENENO? Parte um

O flìor þ um gˆs amarelo, venenoso e altamente corrosivo. € utilizado industrialmente para matar micr„bios, mas tambþm mata nossas cþlulas. O flìor þ altamente reativo, por isso nunca se encontra puro na natureza, mas sempre combinado com outros elementos. Ele þ t†o reativo que pode corroer atþ o vidro, aÐo, ferro e alumÍnio. Juntamente com o mercìrio, o flìor encontra-se na lista das substþncias mais venenosas do planeta.

O flìor, quando combinado a certos elementos quÍmicos, þ utilizado em vˆrias ˆreas da atividade humana. O ˆcido fluorÍdrico (flìor e hidrog¡nio em ˆgua) þ utilizado na indìstria. Jˆ o fluoreto de s„dio encontra-se, em alta concentraІo, em venenos de rato e pesticidas; ao passo que em concentraІo mais baixa, ele þ adicionado š sua pasta de dente. Outro composto de flìor, denominado hexafluorosilicato de s„dio þ adicionado š nossa ˆgua potˆvel. Os especialistas afirmam, categoricamente, que a substþncia n†o þ apenas segura, mas tambþm previne cˆries e melhora a saìde dos dentes. Por isso, a sua adiІo š ˆgua se tornou compuls„ria no Brasil!

Os especialistas mencionam estudos comparando os Índices de cˆries em ˆreas fluoretadas versus n†o-fluoretadas, e que alegam demonstrar reduзes dramˆticas nas cˆries em crianÐas, com diferenÐas de atþ 60%.

Se isso fosse verdadeiro e se o flìor fosse, de fato, um composto seguro, estarÍamos diante de uma substþncia milagrosa. Mas ainda assim, n†o se justificaria acrescentˆ-la compulsoriamente š ˆgua que bebemos. N„s estamos todos sendo medicados, sem o menor direito de opІo. E como veremos a seguir, os indÍcios de que o flìor na ˆgua realmente diminui as cˆries n†o s†o t†o confiˆveis. Alþm disso, diversos estudos demonstram, convincentemente, que a incid¡ncia de cˆries þ mais alta em regi·es fluoretadas.

No inÍcio do sþculo 20, constatou-se, nos Estados Unidos, que crianÐas que habitavam certas regi·es possuÍam Índices mais elevados de problema de manchas no esmalte dos dentes, que mais tarde passou a se chamar fluorose dentˆria. Estudos posteriores revelaram que a fluorose dentˆria era causada por altas concentraзes de flìor que ocorriam naturalmente em alguns sistemas hÍdricos. Tais descobertas fizeram com que, em 1930, a Sociedade Odontol„gica Americana (American Dental Society) e o Departamento de Saìde Pìblica dos Estados Unidos, na pessoa do epidemiologista e dentista responsˆvel, Dr. Trendley Dean, agissem em conjunto no sentido de retirar o flìor daquelas ˆguas.

Naquela mesma dþcada, um outro personagem, o quÍmico Gerald Cox, que trabalhava no Instituto Mellon (a famÍlia Mellon era proprietˆria da Aluminum Company of America, ALCOA), empunhou a bandeira de que uma pequena dose de flìor poderia n†o apenas evitar a fluorose dentˆria, mas tambþm as cˆries. Ele fez essas afirmaзes sem o embasamento de nenhum estudo sþrio - nem sequer em animais - e sugeriu que o suplemento de flìor poderia ser seguro e eficaz.

Coincidentemente, um dos maiores dejetos da indìstria de alumÍnio þ o flìor. Devido š sua caracterÍstica extremamente corrosiva e t„xica, a destinaІo do flìor era, na þpoca, uma atividade perigosa e controversa, que custava milh·es de d„lares.

Coincidentemente - mais uma vez - o fundador da ALCOA, Andrew Mellon, era tambþm o Secretˆrio do Tesouro dos Estados Unidos no inÍcio da dþcada de 1930.

E na þpoca, o ServiÐo de Saìde Pìblica dos Estados Unidos era controlado pela Secretaria do Tesouro.

Na segunda metade da mesma dþcada de 1930, o Dr. Trendley Dean, aquele que retirou o flìor das ˆguas contaminadas, acabou apoiando a adiІo de uma parte por milh†o de flìor š ˆgua, como sendo um mþtodo eficaz de reduІo de cˆries.

Em 18 de setembro de 1943, a AssociaІo Mþdica Americana (American Medical Association) advertiu que o flìor era um veneno poderoso, e que seu acìmulo na natureza poderia gerar conseqô¡ncias t„xicas, caso a ˆgua viesse a ser fluoretada.

Em 1o. de outubro de 1944, o Journal of the American Dental Association tambþm advertiu que "os potenciais danos pesavam mais que os potenciais benefÍcios". Naquele mesmo artigo, a AssociaІo Odontol„gica Americana reconheceu que atþ mesmo concentraзes de 1,2 a 3 ppm de flìor na ˆgua potˆvel, poderiam estar associadas a "distìrbios do desenvolvimento dos ossos, como osteoesclerose, espondilose e osteoporose".

Apesar de todas essas advert¡ncias, o Dr. Gerald Cox convenceu um dentista do estado de Wisconsin, Dr. J. J. Frisch, a promover ativamente a fluoretaІo da ˆgua potˆvel, chegando a escrever um livro intitulado "A Luta Pela FluoretaІo". Segundo os historiadores, o dentista levou a bandeira adiante com um fanatismo religioso, transformando a quest†o em uma cruzada polÍtica.

Segundo os registros das Audi¡ncias do Comit¡ Norte-Americano de Comþrcio Interestadual e Estrangeiro ocorridas entre 25 e 27 de maio de 1954, a ALCOA contratou, em 1944, um grande advogado, Oscar Ewing, por um mega-salˆrio anual de 750 mil d„lares, apesar da empresa n†o estar enfrentando, š þpoca, grandes processos judiciais. Em 1947, por mais uma dessas coincid¡ncias, o advogado deixou empresa para aceitar o cargo de Administrador da Ag¡ncia Federal de SeguranÐa Norte-Americana. Uma das subsidiˆrias dessa ag¡ncia era o ServiÐo de Saìde Pìblica dos Estados Unidos, que na dþcada de 1930 se encontrara sob o controle direto de Andrew Mellon da ALCOA. O advogado fez grande alarde sobre sua saÍda altruÍsta de um emprego t†o bem pago, para servir o povo em um cargo pìblico. E lanÐou, ao mesmo tempo, uma campanha nacional vigorosa no sentido de promover a fluoretaІo de todo o fornecimento de ˆgua dos Estados Unidos.

A campanha de fluoretaІo era um desafio gigantesco, de modo que Oscar Ewing contratou o maior mestre em relaзes pìblicas dos Estados Unidos: Edward L. Bernays. Ele þ conhecido, atþ hoje, como o "Pai das Relaзes Pìblicas". Viveu 104 anos, de 1891 a 1995. AustrÍaco de nascimento, ele era, entre outras coisas, sobrinho de Sigmund Freud, o pai da psicanˆlise. No seu mais importante livro, intitulado "Propaganda", Bernays afirma: "A manipulaІo consciente e inteligente da opini†o e dos hˆbitos das massas þ um elemento importante na sociedade democrˆtica. Seus manipuladores constituem um governo invisÍvel dono do verdadeiro poder de comando sobre o paÍs. N„s somos governados, nossas mentes s†o moldadas, nossos gostos s†o formados, nossas idþias s†o sugeridas, na maioria das vezes, por pessoas que nunca ouvimos falar. (...) Em quase todos os momentos da nossa vida, quer na polÍtica, quer nos neg„cios, quer no nosso comportamento social ou pensamento þtico, n„s somos dominados pelo nìmero relativamente pequeno de pessoas (...) que compreendem os processos mentais e padr·es sociais das massas. S†o essas pessoas quem manipulam os bot·es que controlam a mente pìblica." Alþm de seu trabalho na campanha da fluoretaІo para o ServiÐo de Saìde Pìblica dos Estados Unidos, ele trabalhou para um presidente dos Estados Unidos, para a Procter & Gamble, a CBS, a General Electric e a Companhia Americana de Tabaco, entre outros. A rota que ele visualizou para o sucesso da campanha de fluoretaІo envolvia, necessariamente, a aprovaІo da ˆrea mþdica e odontol„gica. Uma vez conquistada tal aprovaІo, a opini†o pìblica se tornaria favorˆvel.

Utilizando todo o seu poder e influ¡ncia, a equipe de fluoretaІo do ServiÐo de Saìde Pìblica dos Estados Unidos convenceu a prefeitura da cidade de Grand Rapids, em Michigan, a permitir que se fluoretasse o seu suprimento de ˆgua. Uma outra cidade, chamada Muskegon, n†o fluoretada, serviria de controle para comparar o experimento. O projeto teve inÍcio šs 4 horas da tarde do dia 25 de janeiro de 1945 (apenas 3 meses ap„s a publicaІo das advert¡ncias no Journal of the American Dental Association) e assim, Grand Rapids seria a primeira cidade da hist„ria a adicionar flìor š ˆgua potˆvel. € importante observar que o projeto foi levado a cabo na aus¡ncia de quaisquer estudos publicados sobre a seguranÐa em se adicionar flìor ao suprimento hÍdrico daquela cidade. Os seus habitantes se tornaram cobaias involuntˆrias.

Os opositores da fluoretaІo foram rapidamente rotulados pelos mestres em relaзes pìblicas como sendo radicais, extremistas e paran„icos. De repente, a American Dental Association e o ServiÐo de Saìde Pìblica dos Estados Unidos comeÐaram a apoiar a fluoretaІo indiscriminada, atþ mesmo antes de um ìnico estudo do experimento de Michigan haver sido completado, demonstrando a seguranÐa do procedimento ou a reduІo da incid¡ncia de cˆries. Certamente que havia uma „tima raz†o para n†o se esperar pelos resultados finais: os resultados iniciais jˆ demonstravam claramente que a incid¡ncia de cˆries de Muskegon (n†o fluoretada) caira tanto quanto a de Grand Rapids (fluoretada). Aliˆs, as estatÍsticas mundiais demonstram que as cˆries jˆ estavam diminuindo em todos os paÍses industrializados, muito antes da fluoretaІo, devido šs melhores condiзes de nutriІo e higiene.

As contradiзes acima foram reconhecidas e documentadas em 1952 por um Deputado Federal do estado de Nebraska, Arthur Lewis Miller, que tambþm era presidente do Comit¡ Especial de Substþncias QuÍmicas nos Alimentos. Ele registrou a estranheza pelo amplo apoio da alta hierarquia do ServiÐo de Saìde Pìblica dos Estados Unidos š fluoretaІo, apenas 3 meses ap„s a publicaІo de advert¡ncias recomendando extrema cautela. Ele tambþm comentou a posiІo extremamente conveniente de Oscar Ewing como Administrador da SeguranÐa Federal e advogado da ALCOA, empresa ansiosa por se livrar do lixo t„xico que þ o flìor.

No livro que escreveu sobre esse assunto (Fluoride: The Aging Factor), o Dr. John Yiamouyannis (Ph.D. em bioquÍmica, membro da International Society of Fluoride Research, ex-membro do corpo editorial da revista Fluoride e descobridor da relaІo entre flìor e cþncer) conta que os dentistas dissidentes recebiam censuras ou atþ chegavam a perder o seu registro pela AssociaІo Americana de Odontologia. Conta tambþm que os cientistas da ˆrea eram controlados pelas verbas de pesquisa do ServiÐo de Saìde Pìblica dos Estados Unidos, e todos aqueles que criticavam a fluoretaІo viam suas verbas secarem. Essa tˆtica, por sinal muito eficiente, ainda þ utilizada em muitas outras ˆreas da ci¡ncia totalmente politizada dos dias de hoje.

Na dþcada de 1960, o ServiÐo de Saìde Pìblica dos Estados Unidos contratou um especialista em fluoretaІo chamado John Small, cujo trabalho era cortar pela raÍz toda e qualquer crÍtica com relaІo š fluoretaІo, nem que para isso precisasse perturbar a vida, intimidar e atþ destruir a carreira profissional de qualquer um que falasse publicamente sobre os perigos da fluoretaІo. O pr„prio Dr. John Yamouyannis, š þpoca editor do maior serviÐo mundial de informaзes quÍmicas, o Chemical Abstracts Service, conta em seu livro que, ap„s escrever revis·es cientÍficas contendo crÍticas š fluoretaІo, o Dr. John Small entrou em contato com o seu superior, que por sua vez o advertiu que estaria ameaÐada uma verba federal de 1 milh†o e cem mil d„lares, caso ele n†o cessasse suas crÍticas š fluoretaІo. Ap„s diversas advert¡ncias, e n†o tendo diminuÍdo a divulgaІo da verdade sobre os perigos da fluoretaІo, o Dr. Yamouyannis foi forÐado a pedir demiss†o. Em 1978, seus testemunhos perante os tribunais do estado da Pensilvþnia convenceram o juiz a proibir a fluoretaІo de todo o suprimento de ˆgua da regi†o.

Imediatamente em seguida, em 1979, a AssociaІo Americana de Odontologia publicou um artigo, conhecido como "White Paper on Fluoridation", uma espþcie de bÍblia que estabeleceu os parþmetros sobre como lidar com inimigos da fluoretaІo dali por diante. Os opositores seriam oficialmente rotulados como n†o qualificados para opinar sobre o assunto. Diz o artigo: "Os dentistas, individualmente, devem se convencer de que n†o precisam estar a par dos relatos cientÍficos sobre fluoretaІo, para que se tornem participantes ativos da mesma; sendo que a n†o-participaІo configura flagrante neglig¡ncia". Em outras palavras, feche os olhos para o que diz a ci¡ncia e faÐa como n„s mandamos. O artigo sugere aos dentistas que convenÐam seus pacientes que atuam na polÍtica, durante as consultas, a respeito das virtudes e eficˆcia da fluoretaІo. E sugere que a Ag¡ncia de ProteІo Ambiental, o Centro de Controle de DoenÐas, os Centros Nacionais de EstatÍsticas de Saìde, o Instituto Nacional de Pesquisas Odontol„gicas e as sociedades odontol„gicas estaduais americanas trabalhem em conjunto na implementaІo da fluoretaІo.

O mesmo artigo contþm atþ uma sugest†o de como traÐar o perfil de comportamento dos opositores, de modo a lidar melhor com eles. Os debates pìblicos sobre a seguranÐa da fluoretaІo deveriam ficar a cargo do ServiÐo de Saìde Pìblica dos Estados Unidos e dos departamentos de saìde dos estados, os quais assegurariam ao pìblico que n†o existem estudos indicando problemas com a adiІo de pequenas quantidades de flìor š ˆgua. Obviamente, isso n†o þ verdade. Desde a dþcada de 1960, hˆ estudos cientÍficos mostrando que a substþncia pode ser t„xica atþ mesmo dentro das baixas concentraзes propostas.

Em 1974, a Ag¡ncia de ProteІo Ambiental dos Estados Unidos estipulou a concentraІo mˆxima permissÍvel de flìor como sendo de 1,4 ppm para regi·es de clima mais quente e 2,4 ppm para regi·es mais frias. A raz†o da disparidade se deve ao acìmulo da substþncia t„xica, a qual permanece no organismo por muito tempo ap„s a ingest†o. No caso do flìor, a preocupaІo þ com acìmulos nos ossos. Pessoas que moram em regi·es mais quentes bebem mais ˆgua e, portanto, ingerem e armazenam quantidades maiores de flìor, em comparaІo aos habitantes de regi·es mais frias.

A AssociaІo Odontol„gica Americana (American Dental Association) n†o se conformou com o fato da Ag¡ncia de ProteІo Ambiental considerar como sendo quase t„xicos os nÍveis de flìor adicionados š ˆgua potˆvel, e pediu a ela que elevasse os critþrios de concentraІo t„xica para 8 ppm, a fim de diminuir eventuais temores com relaІo ao programa de fluoretaІo. Em resposta, a Ag¡ncia de ProteІo Ambiental instaurou uma comiss†o de inquþrito, convidando representantes da AssociaІo Odontol„gica para depor. Durante as audi¡ncias, foi exibida a foto de uma crianÐa com os dentes horrivelmente quebrados e repletos de eros·es causadas pela fluorose, ap„s exposiІo a 4 ppm de flìor proveniente de uma fonte natural. A representante da AssociaІo Odontol„gica, Dra. Lisa Watson, em seu depoimento, declarou que tal caso n†o se tratava de um problema de saìde significativo, mas apenas de um problema meramente cosmþtico. O inquþrito colheu, tambþm, um relat„rio do governo americano afirmando que a fluorose dentˆria jamais ocorria com nÍveis de flìor abaixo de 2 ppm - o que n†o þ verdade.

Ao final do inquþrito, a Ag¡ncia de ProteІo ambiental n†o se convenceu e recusou-se, por 10 votos a 2, a elevar os limites t„xicos para 8 ppm, mantendo os limites em 1,4 a 2,4. Porþm, mais tarde, graÐas a influ¡ncias da indìstria e do governo, e sem o conhecimento nem o consentimento da comiss†o de inquþrito, acabou-se por elevar o limite de toxicidade para 4 ppm.

Na segunda parte deste artigo, a ser publicada no dia 16, voc¡ conhecerˆ outro aspecto surpreendente da hist„ria da fluoretaІo - a conex†o do flìor com o programa nuclear dos Estados Unidos. Um aspecto que ilustra muito bem a maneira pela qual os interesses industriais e governamentais da naІo mais poderosa do mundo podem manipular a verdade. Uma verdade que somente emergiu no ano de 1997, ap„s ter sido mantida em sigilo absoluto por 50 anos.

Clique aqui para ler a segunda parte dessa matþria

 

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