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O uso frequente de analgésicos comuns pelos portadores de enxaqueca pode acarretar em dependência.

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Como a indústria farmaceutica se comporta na área de enxaqueca?

Dentro de hospitais universitários, proliferam centros que às vezes recebem nomes pomposos como "núcleos", "grupos", "ligas" de cefaléia, onde o que mais se faz é testar drogas novas para o tratamento da enxaqueca e dores de cabeça crônicas, como se esse tratamento devesse consistir exclusivamente de remédios.

O pior é que tais centros, assim chamados "de referência", formam profissionais e produzem quase todas as teses de pós-graduação, com base apenas e tão-somente na abordagem farmacológica (drogas), intervencionista.

Essa abordagem simplista, que resume o tratamento da doença à eliminação de seus sintomas e não das suas causas, vai muito mais de encontro aos interesses da indústria farmacêutica que dos pacientes.

No Brasil, essa manipulação de interesses dentro das universidades é ainda maior. Congressos inteiros são custeados, teses de pós-graduação patrocinadas e grandes carreiras viabilizadas pelos fabricantes de remédios, o que naturalmente centraliza os interesses dos formadores de opinião, no caso, os médicos envolvidos - não propriamente em saúde, mas sim, em doenças enquanto estado de deficiência de remédios.

Fora desses centros, proliferam profissionais médicos interessados em saúde e na sua obtenção e manutenção, não apenas através de remédios, mas também de mudanças alimentares, de sono, de atividade física, enfim, nos hábitos e estilo de vida do indivíduo, aliadas a tratamentos que podem até incluir remédios, mas não necessariamente. Estes assuntos, e portanto estes profissionais, são encarados com desprezo pelos centros universitários que, na prática, enxergam o paciente como mero receptor passivo de tratamentos, visão esta endossada pela indústria farmacêutica.

O que eles se esquecem é que a saúde não está nos hospitais, mas sim em casa, na cozinha, no quarto, nas decisões pessoais quanto a rotinas quotidianas tão simples quanto o horário de ir deitar.

A ciência, por outro lado, não para. No mundo, estudos sérios são realizados em animais de laboratório e seres humanos, no sentido de se desvendar o funcionamento do cérebro e do restante do organismo. A ciência da evolução está se unindo à medicina de ponta e explicando como nós fomos programados, ao longo de milhares de anos, para sermos do jeito que somos.

...Claro que a maioria das doenças possui uma explicação genética, no sentido que as doenças de hoje eram vantagens evolutivas de antigamente. ...que em termos evolutivos, o nosso mundo mudou muito rápido nos últimos poucos séculos. A luz artificial trouxe o dia à meia-noite, o açúcar se compra por quilo - e tudo isso é tão natural para nossa espécie quanto seriam pássaros vivendo no fundo dos mares.

Mas para nossos centros universitários de formação médica, alheios a tais influências, as doenças estão se tornando, cada vez mais, erros genéticos. Se um gene é "responsável" pelo "aparecimento" da enxaqueca, então a doença se transforma num estado de "falta de terapia genética para enxaqueca", "terapia" esta muito perseguida por outra indústria cujo interesse número um é o lucro, e não a saúde: a da biotecnologia.

 

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