Todos sabemos que a cafeína é um alcalóide
presente no café. Desde a pré-história,
nossos ancestrais descobriram as plantas que continham
esse produto, e começaram a fazer bebidas com elas.
Assim também é o caso do guaraná (derivado
das sementes da espécie Paullinia cupana
ou Paullinia sorbilis), e do mate (derivado
da Ilex paraguarienses).
Isso para não falar do chá, consumido
por metade da população mundial, e contendo
cafeína, teofilina e teobromina; preparado a partir
das folhas da Thea sinensis, planta nativa da China,
mas muito cultivada em vários outros países.
O cacau e o chocolate, derivados das sementes de Theobroma
cacao, contêm cafeína (alem de teobromina,
que possui ação similar).
O café é a fonte mais importante de cafeína
da nossa dieta. extraído da fruta da planta Coffea
arabica e outras espécies relacionadas a
esta.
Além disso, vários refrigerantes famosos e muito
consumidos contêm quantidades considerveis de
cafeína. Isso se deve, em parte, por entrarem em sua
composição extratos das castanhas da espécie
Cola acuminata (mascadas pelos nativos do Sudão).
Além disso, adiciona-se cafeína propriamente
dita na produção desses refrigerantes.
Por que essas bebidas contendo cafeína são tão
populares? A base para essa popularidade das bebidas
contendo cafeína encontra-se no fato delas conterem
propriedades estimulantes, melhorando o humor, diminuindo
a fadiga e aumentando a capacidade de trabalho.
Diz a lenda que o café foi descoberto por um sacerdote
árabe. Os pastores disseram-lhe que as cabras
que comiam as frutinhas do café ficavam saltando e brincando
a noite inteira, ao invés de dormirem. O sacerdote,
pensando nas longas noites de orações
que precisava enfrentar, instruiu os pastores a apanharem
as "frutinhas", de modo que ele pudesse fazer
uma bebida com elas.
A cafeína tem sido aplicada terapeuticamente em muitos
casos. Ela estimula o sistema nervoso central; age nos
rins provocando diurese; estimula o músculo cardíaco;
e provoca relaxamento da musculatura dos brônquios.
Pessoas que ingerem cafeína geralmente ficam mais despertas,
menos cansadas, e com um fluxo de pensamento mais rápido
e claro.
A cafeína possui a propriedade de dilatar os vasos
sanguíneos do corpo, mas contrair os vasos
sanguíneos do cérebro. Acredita-se
que seja essa vasoconstrição a responsável
(pelo menos em parte) pelo alívio de certas dores
de cabeça obtido pela ingestão de cafeína.
Quem bebe grandes quantidades de café (assim como guaraná, vários refrigerantes e certos remédios), ingere também grandes quantidades de cafeína. Isso pode acarretar uma série de sintomas, quando a pessoa deixa de ingerir a substância por mais tempo que o usual.
O indivíduo, que com o uso abusivo do café, fica mais
"esperto", acordado, com uma sensação de bem-estar;
quando fica sem a cafeína com a qual já se habituou, começa a apresentar efeitos no coraŤção (taquicardia
e extrassístoles), pressão sanguínea,
metabolismo, apetite e sono (insônia); bem como
efeitos no sistema nervoso central (agitação,
tremores), além de dores de cabeça. Os
óleos essenciais do café podem causar irritação
gastrointestinal. Esse quadro recebe o nome de cafeinismo.
Além disso, não há dúvida
que o indivíduo desenvolve uma dependência psíquica
e tolerância (no sentido que a mesma quantidade
já não faz o mesmo efeito) quando ingere
quantidades excessivas de café.
Nesses casos, a pessoa costuma ter dor de cabeça
principalmente ao acordar mais tarde que o normal (pois
a essa altura o teor de cafeína na sua circulação
já baixou muito, produzindo sintomas, entre os
quais, a dor de cabeça).
Face a isso, o indivíduo somente se sente melhor após
haver tomado uma ou duas xícaras de café.
A dor de cabeça provocada pelo cafeinismo normalmente
é latejante, e se parece com a dor da enxaqueca.
Não se trata propriamente de uma enxaqueca, mas
ocorre com mais probabilidade em indivíduos predispostos
a esse problema.
Leia também o seguinte artigo, sobre como o aroma do pó de café pode, surpreendentemente, ajudar a evitar uma crise de enxaqueca. Clique aqui para ler.