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Ormigrein – Obituário

orm Ormigrein   Obituário

Ormigrein em falta no mercado

Ormigrein é Retirado do Mercado – As Lições Que Ele Deixou

A maioria dos brasileiros portadores de enxaqueca conhece, e bem, o Ormigrein. Por muitos anos, o Ormigrein permaneceu como um dos remédios mais vendidos para enxaqueca. De repente, há poucos meses, o Ormigrein foi misteriosamente retirado do mercado sem aviso prévio.

Muitos doentes, sem o Ormigrein com o qual estavam acostumados, passaram a sofrer com dores de cabeça fortes, sem saber o que fazer.  A maioria tomava o Ormigrein por conta própria, sem acompanhamento médico.

Meses se passaram e até o momento não possuímos informação se o remédio “morreu” em definitivo ou se ele será “ressucitado” em breve, quem sabe com nome comercial e preço diferentes.

O que podemos aprender com isso?

Em primeiro lugar, podemos testemunhar um exemplo da total falta de consideração por parte da indústria farmacêutica para com os usuários de suas drogas, ao simplesmente retirar do mercado um de seus produtos, sem qualquer aviso. Isso ocorre frequentemente, não apenas com o Ormigrein, mas com várias drogas que simplesmente desaparecem, inclusive drogas utilizadas para a prevenção da enxaqueca, cuja suspensão repentina pode acarretar vários problemas em potencial, além da perda do controle clínico dos sintomas da enxaqueca, com imediato prejuízo na qualidade de vida do paciente.

Em segundo lugar, podemos comprovar quão falsa é a sensação de segurança resultante do aparente controle da enxaqueca conseguido por drogas, isoladamente. Muitos pacientes – e infelizmente muitos médicos – não dão a mínima importância a nada a não ser as drogas no controle da enxaqueca. Pouco ou nada se fala, nem se dá atenção, sobre a importância de adotar mudanças de hábitos e estilo de vida concomitantemente. Se o sofredor de enxaqueca adotasse tais mudanças, conforme descrevo detalhadamente no meu livro, possivelmente não permanecesse a tal ponto refém exclusivo dessas drogas, as quais podem, a qualquer momento, desaparecer do mercado a exemplo do Ormigrein.

Quase ninguém sabe, ou se importa, com o que havia dentro do Ormigrein: ergotamina 1 mg, cafeína 100 mg, paracetamol 220 mcg [microgramas], hiosciamina 87,5 mcg [microgramas] e atropina 12,5 mcg [microgramas].

Minha Opinião sobre a Composição do Ormigrein

Não tenho dúvida que o componente ativo mais importante do Ormigrein é a ergotamina. Na dose de 1 mg, a ergotamina é comprovadamente eficaz contra a dor de cabeça da enxaqueca em boa parcela dos casos. Claro que efeitos colaterais podem ocorrer, sendo que alguns deles podem inclusive ser fatais, por exemplo, espasmo das artérias coronárias, angina, infarto do miocárdio, lesões nas válvulas cardíacas, fibrose retroperitoneal, fibrose pleural, fibrose pericárdica; além de uma série de outros possíveis efeitos colaterais, como náuseas, vômitos, dores musculares, dores articulares, letargia, formigamentos, dores de cabeça (isso mesmo!), neuropatia periférica, vertigens, tremores, espasmos das artérias periféricas, espasmo das artérias renais acompanhado de insuficiência renal aguda, acidente vascular cerebral, arteriopatia cerebral, trombose venosa, diarréia, entre outros (fonte: drugs.com). A ergotamina também pode causar dependência (clique aqui caso deseje ler mais sobre dependência e efeito-rebote) – e mediante tudo isso, tragicamente, a bula do Ormigrein diz claramente o seguinte absurdo:

Posologia – ORMIGREIN

2 comprimidos, via oral, aos primeiros sinais de uma crise de enxaqueca. Em seguida, 1 comprimido a cada 20- 30 minutos, sendo que a dose máxima diária permitida é de 6 comprimidos. O número de comprimidos ingeridos não deverá exceder a 10 comprimidos por semana

Fonte: bulas.med.br

Ora, a medicina já estabeleceu, há muito, que uma frequência de ingestão de ergotamina, ou outros analgésicos, maior que 2 vezes por semana, não é recomendável pois pode acarretar em fenômeno-rebote, dependência, abstinência e transformação da dor de cabeça em diária, tornando muito mais difícil a resposta terapêutica até mesmo à medicação preventiva.

A cafeína, presente no Ormigrein, é um componente controverso: a cafeína pode ao mesmo tempo ser benéfica e prejudicial; pode ao mesmo tempo tratar e provocar dores de cabeça. A cafeína utilizada em excesso (ou seja, numa frequência diária ou quase diária) pode lever a sintomas de dependência e abstinência, que compreendem dores de cabeça, fadiga, irritabilidade, náuseas e dificuldade de concentração. A cafeína pode causar cefaleia-rebote se ingerida na frequência especificada na bula do Ormigrein (até 10 comprimidos por semana!!!).

Na minha opinião, o paracetamol e a hiosciamina, nas doses minúsculas em que se encontram presentes no Ormigrein, não possuem nenhum efeito benéfico significativo sobre a dor de cabeça. O paracetamol (presente no Tylenol) não costuma ser eficaz contra dor de cabeça da enxaqueca numa dose menor que 500 mg. Já a dose de paracetamol do ormigrein é de apenas 0,22 mg (ou 220 mcg – microgramas), ou seja, 2.272 (duas mil, duzentas e setenta e duas) vezes menor que 1 comprimido de Tylenol DC. Já a hiosciamina é o componente principal do Buscopan. Um comprimido de Buscopan contém 10 mg de hiosciamina, enquanto um comprimido de Ormigrein contém apenas 0,0875 mg, ou seja, 114 (cento e quatorze) vezes menos.

A atropina presente no Ormigrein atua como antiespasmódico e também pode atuar sobre o cérebro. A atropina possui contraindicações em pacientes com pressão alta, glaucoma, problemas de próstata, problemas hepáticos, problemas da tireóide, problemas pulmonares. No livro Migraine – Manifestations, Pathogenesis and Management (Oxford University Press, 2002) o autor, Dr. Robert A. Davidoff se refere à atropina, à pág. 297, como um “placebo com efeitos colaterais”.

Pois bem, aí está o Ormigrein com todos os seus componentes. Ao que parece, o Ormigrein saiu do mercado de forma repentina, sem aviso prévio. Se vai volter ou não, ninguém sabe. O que se sabe é: o “falecimento” do Ormigrein deixou muitos, muitos enxaquecosos sofrendo dos efeitos dolorosos provocados pela abstinência da droga pela qual estavam literalmente viciados e dependentes.

O Lado Bom

O lado bom do desaparecimento do Ormigrein é que muitos portadores de enxaqueca e dor de cabeça que, antes, iam “empurrando com a barriga” sua doença através da automedicação, saíram de sua “zona de conforto” e começaram finalmente a ir atrás de um tratamento médico, na busca do que fazer, uma vez que o Ormigrein não se encontra mais disponível. Com acompanhamento de um médico de sua confiança, certamente seu tratamento será mais eficaz e seguro em comparação à automedicação.

Para complementar, poderiam também seguir as dicas e orientações sobre sono, alimentação e estilo de vida que escrevi, com todo carinho, no meu livro.

E quem sabe, com tudo isso, venham a se aproximar cada vez mais de uma vida saudável e sem dores de cabeça!

LEIA MAIS:

Dr. Alexandre Feldman  - Informações sobre Consultas

Comentários dos Meus Leitores

  1. Nivaldo comentou

    Muito boa sua postagem Dr. Alexandre. Com a retirada do Ormigrein do mercado sem aviso prévio à população, com a recomendação da bula citada acima, dá para se perceber a quantas anda a saúde no Brasil e o quanto a ANVISA está preocupada com isso. Uma vergonha!

  2. Alexandra comentou

    Bom dia Dr. Feldman e internautas:
    Li hoje que o Ormigrein assim como o Migrane foram suspensos devido ao seu registro junto a Anvisa. Já fui usuaria de Ormigrein e hoje estou tentando “desmamar” do topiramato. Mas com certeza o reto e correto é o que o senhor apresentou acima: viver sem vicios. Numa situacao como esta, varias pessoas acabam refem do medicamento. Vida saudável e ter seu livro da cabeceira é sempre a melhor pedida. Bom dia a todos, Alexandra.

  3. lizete guimarães comentou

    Bom dia, Dr. Alexandre! é muito bom passar por aqui novamente porque encontramos aqui o conhecimento de muitas coisas que não temos dos nossos médicos. Li sua reportagem sobre o ormigrein, tomei uma cx dele apenas uma vez, e quando fui comprar novamente já havia saído do mercado, hoje, tenho tentado melhorar minhas crises com o Enxak. O que o Senhor me diz sobre ele? Temos opções no mercado para enxaqueca e os médicos não dão muita atenção para isso, gostaria que o Senhor me falasse um pouco sobre este remédio.

    Um abraço, Lizete

    • comentou

      Lizete, o Enxak contem unicamente ergotamina 2 mg. Isso, na minha opinião, é uma vantagem sobre remédios que contêm diversos componentes, pois o risco de efeitos adversos aumenta com a ingestão simultânea de várias drogas.

      No entanto, como você leu no meu artigo acima, a ergotamina em si é uma droga com potenciais efeitos colaterais bastante preocupantes (inclusive alguns potencialmente fatais) e, na minha opinião, jamais deveria ser tomada sem acompanhamento e monitoramento médico!

  4. Rossana comentou

    Bom dia Dr. Feldman,

    Acabei de ler sobre o Ormigrein e a sua resposta à Lizete sobre o Enxak.
    O que o Sr. me fala sobre o Sumax? Tenho tomado o comprimido de 50 mg. Quando as crises são muito fortes, tomo mais de uma ao dia. É o único que me ajuda a conter as crises. Quando o médico me receitou ele e tomei pela primeira vez, foi como um milagre… a dor some quase sempre em menos de uma hora.
    Este tem menos contra-indicações?

    Obrigada por sua ajuda!

    Rossana

  5. ANDREIA ASPRINO comentou

    OI DR ALEXANDRE SOFRO DEMAIS C AS CRISES DE ENXAQUECA Q ME ACOMPANHA DESDE AOS MEUS 16 ANOS HOJE TENHO 34 E TOMO JA A BASTANTE TEMPO O NARAMIG 2,5MG QUAIS OS EFEITOS DESTE REMEDIO OBRIGADA

  6. Walter Wenzel junior comentou

    Bom dia, Dr. Feldman! acabo de ler sobre a retirado do ormigrein, nunca tomei, sofro de enxaqueca com aurea a varios anos aprendi a conviver com ela fazendo uma dieta sem as substancias que façam atacar a dor, e qdo tenho os primeiros sintomas tomo Cefalium um comprimido.
    Gostaria de saber sua opinião sobre o Cefalium.
    Abraços, Walter.

  7. Cristina comentou

    Boa Tarde.Primeiramente obrigada pelas informaçãoes prestadas aqui.Tenho enxaqueca desde criança e hoje com 40 anos ainda não me livrei dela, já fui a muitos médicos mas nada adiantou . O único remédio que ajuda um pouco é o Migrane(tentei os mais ‘moderninhos’ como Sumax e afins mas não funciona pra mim), só tomo eventualmente, quando realmente a dor é muito forte,não sou depende e não me causa efeitos colaterais. Fico decepcionada como o consumidor é tratado no Brasil, desrespeito total. Como ficam as pessoas que tinham algum alívio com esses medicamentos retirados do mercado?
    Tento ter uma vida mais saudável possível, cuido da alimentação, tento evitar gatílhos de enxaqueca e faço exercícios frequentes. E ainda desejo, sem muitas esperanças, que algum dia a medicina cure esse problema.

  8. Amalia Moraes comentou

    Bom dia Dr. Alexandre
    Achei ótimo seu texto e bem esclarecedor. Concordo com o senhor que a prevenção ainda é o melhor remédio! Melhor ainda tendo seu livro, como livro de cabeceira!
    Mas em casos de crises, o qual não estamos totalmente livres, é uma bomba saber desse fato, principalmente para pessoas que as tomam esse remédio e se sentem melhores. Concordo que é um desrespeito da indústria farmacêutica para com seus consumidores. No meu caso, uso CEFALIV para as crises, que tem sido bem esporádicas. E que tem em sua composição: mesilato de diidroergotamina 1mg + dipirona 350 mg + cafeína 100 mg e normalmente resolve eu tomando de 1 a 2 dias.
    Será que esse remédiio também vai sair de mercado?
    Obrigada e tenha um ótimo dia

  9. Victor Eduardo de V. Gomes comentou

    Dr. Alexandre

    Também me senti órfão quando não mais encontrei o Ormigrein nas farmácias. Foram 30 anos de uso, as vezes consumindo mais de 1 caixa por semana. Há alguns anos, depois de ter incorporado à minha vida, algumas das suas recomendações aliadas ao tratamento preventivo mais acupuntura, e, talvez por ter atingido os 50 anos, as crises já não incomodam tanto e posso ficar sem o “finado” Ormigrein. Desejo e acredito na cura deste mal dentro dos próximos 10 anos. Enquanto isso: comida natural, repouso adequado, atividade física, equilíbrio mental e muita alegria e positivismo.

    Abraços,

    Victor

  10. Valéria comentou

    Boa tarde doutor
    Gente fiquei pasma ao ler a matéria.
    Faz muito tempo que tomava essa medicação,indicada pela minha mãe que também sofria de enxaqueca.Nesse percurso,fiz tratamento,ganhei quase 10 quilos no meu peso e não adiantou,seis meses depois as enxaquecas voltaram e eu voltei pro ormigrein.Em julho passado aceitei sugestão de uma amiga pra tomar o profanid 100,as dores melhoraram só com uma caixa,agora qdo sinto alguma dor,recorro ao buscopam.Vou dar uma olhada nos componentes dessas medicações,conforme o site indicado aqui.Sei que a automedicação não é o correto,pretendo recorrer a outro profissional,mas agora que finalmente perdi peso,tenho medo de tomar mais um remédio que me engorde…ufa….
    Um gde abraço e continue nos informando,por favor

  11. Raquel comentou

    Oi Dr Alexandre! é sempre muito bom obter informações sobre o que fazem com nossas cabeças enxaquecosas!!! Eu experimentei o ormigrein a mutio tempo atrás, e me fez muito mal! Me deu uma tremedeira com vertigem que mal saia do lugar, fiquei com medo, nunca mais tomei…Agora ultimamente, após muitos outros tipos que fui passando de remédios, antes deste o Migrane, tomo o Naramig, mas estou tentando ao máximo diminuir as doses e depois da dieta, eu vi que outros remédios que antes nao faziam efeito já melhoram as crises com mais facilidade. Gostaria de saber também os efeitos do Naramig. Agradeço de coração a atenção que o senhor tem com esse assunto tão sem atenção! só quem tem sabe o que é isso! Abraços

  12. arinalva pereira de loiveira comentou

    passei tempo tomando este medicamento,mas com o passar do tempo nao fez mais efeito.abraço

  13. claudia regina ricci comentou

    É horrível perceber através das postagens acima a reação em cadeia sobre a auto medicação nos casos de enxaqueca.E o pior é que parece que as pessoas não se dão conta do perigo da ingestão dessas drogas sem um controle médico adequado(o que muitas vezes vemos é o desprezo dos próprios médicos para com seus pacientes).Espero que quem faz uso destes medicamentos também tenha essa sensação e consigam perceber o que estão fazendo consigo mesmas .

    Cláudia

  14. Luciana Furquim comentou

    Acho um absurdo também eles terem retirado do mercado um medicamento como este sem dar qualquer comunicado à população. Também era viciada no ormigrein e só me “curei” deste medicamento, quando fui parar na emergência com o “efeito-rebote”. Aí o médico, suspendeu logo o ormigrein e me encaminhou para eu fazer um tratamento com um neurologista. Estou atualmente sendo acompanhada por um e estou tomando remédio de fórmula diariamente, ao qual diminuiu, e muito, minhas enxaquecas. O que agora falta em mim, é mudar meu hábito alimentar, o que é a minha maior dificuldade. Mas um dia eu chego lá. Dr. Alexandre, obrigada por suas contribuições.

  15. Mirian Bertarelli comentou

    Dr. Alexandre…
    Sou muito grata por receber os e-mails sobre Enxaqueca…
    Sobre o ormigrein quero dizer que o meu pai tomava todos os dias, as vezes 4 comprimidos no decorrer do dia…Ele era muito nervoso e acho que esse comprimido o deixava mais irritado ainda…Ele faleceu há 3 anos com leucemia…
    O ruím é que herdei dele essa dor de cabeça e a minha filha também…Nós tomamos o dorflex e melhora…o que o senhor acha dessa medicação?
    Muito obrigada…
    Abraço…

  16. vera carmen wavzeniak comentou

    oi,Dr ALEXANDRE! em um dia de desespero fui procurar na intenet algo sobra enxaqueca pra ver se encontrava algum alivio ,foi ai q encontrei seu site e imediatamente comprei seu livro e comecei a ler (nao sabia se ria ou chorava pois ali tava todo meu histórico de vida cirurgias exames etc…)e fiz a dieta bem certinha fui atras dos alimentos e tratei de fazer minha propria alimentaçao nao foi facil os tres mes de deintoxicaçao como eu tava tomando o remédio preventivo TOPTIL 200mg eu nao tinha mais dores de cabeça eu achei meu DEUS é um milagre isso nao acontece comigo a 25 anos , pois nos ultimos anos eu andava tomando analgécos em dose cavalares tomava juntos duas neosaldinas e um naramig isso todos os dias e se nao passava ia tomando neosaldina pra poder viver eu vivia tonta em podia mais dirigir ja estava perdendo os reflexos pois vivia tonta e muito esquecida,meu estomago esta em frangalhos e as dores de cabeça e de vez em quando eu estou sentindo novamente mas bem mais amena. Um dia irei ate ai para lhe conhece e conversar com o senhor pessoalmente.um grande abraço.

  17. MARI comentou

    O QUE O SR TEM A DIZER DO MIGRAL, VENDIDO NA ARGENTINA? NÂO HÁ NO BRASIL…

  18. Ana Paula Gusmao comentou

    Sofro de enxaqueca oftalmica e há alguns anos descobri o Ormigrein por indicação de uma amiga e achei que tivesse resolvido todos os meus problemas.
    há duas semanas entrei em crise e fui atrás do velho ‘amigo’ e como não encontrei em nenhuma farmácia resolvo entrar em contato com o laboratório que me informou que o remédio foi sido tirado de circulação…entrei em crise….fui parar no hospital…Finalmente resolvi fazer um tratamento sério….não quero mais sofrer.

    Abs

  19. Flavia comentou

    Ola Dr. Faço uso do omigrein, conforme voce comentou em sua materia sem descrição médica. Nunca me preocupei pois as crises eram sanadas e isso me bastava. Lendo sua materia hoje me preocupei bastante e vou procurar alternativa para tratamento preventivo. Eu possuo 02 caixas do remedio em casa , pois desde o primeiro desaparecimento do remedio, meu medo de ficar sem era tanto que sempre q acabava uma cx ja comprava outra. Acredito que quem tem em casa ainda usara, sem nem mesmo saber porqu o remedio foi retirado. Concordo quando diz qua os laboratorios simplismente toram a medicação d mercado sem dar um minimo de explicação aos usuarios causando diversos problemas paralelos, passei por isso com outro medicamento (contraceptivo) de uso continuo. Absurdo! Obrigda por suas explicações sempre otimas.

  20. Cassia Villen comentou

    li seu livro à algum tempo e tenho tentado seguir ,é um pouco difícil e então claro ,tenho crises de enxaquecas,mais presentes no período pré menstrual e de grande estress.Nem o ormigrein nem o naramig fazem efeito,por incrível que pareça a neosaldina é que amenisa a dor,vou começar um tratamento com o Tenliv,um fitoterápico,gostaria de saber se o senhor tem conhecimento deste remédio e qual a sua opinião sobre ele.
    agradeço sua atenção
    Cássia.

  21. Lindsay comentou

    Já sofri muito com a enxaqueca, antes o naramig ja estava demorando pra fazer efeito, o sumax funcionou legal, mas o bom mesmo foi ter lido as dicas nesse blog, então fui a um neurologista, que me receitou propanolol, q é barato e não me fez mal, tratei com homeopatia tb e fiz a dieta de tres meses do livro do Dr Alexandre, agora tenho uma alimentação equilibrada, durmo bem, evito comer “bobeiras”, ja não preciso de nunhum remédio e raramente, isso mesmo, raramente tenho alguma crise de enxaqueca.
    Valeu!!!!

  22. Renata comentou

    Confesso que uso há pelo menos 10 anos o Ormigrein e seu sumiço do mercado me causa pânico. Se cometo o “crime” de comer algo que desencadeie a enxaqueca, minha única saída tem sido o Ormigrein, daí minha preocupação…

  23. Maria Christina comentou

    Sou enxaquecosa há + de 1 década – submeti-me a toda sorte de tratamento preventivo com os medicamentos disponíveis no mercado e até fui selecionada para um experimento com um medicamento importado que a UFRJ estava testando. Meus tratamentos sempre foram supervisionados por neurologistas/cefaliatras oriundos das universidades estaduais e federais de SP e RJ.
    Nenhum tratamento me deu qualidade de vida mas com certeza engordei os cofres de muitos laboratórios e clínicas com exames caros e sofisticados. Para minha sorte ou azar depois de uns 2 anos fazendo uso de qualquer medicamento de “resgate” eu desenvolvia resistência e ao invés de melhorar quando os tomava eu piorava, então cheguei no fim da linha e resolvi não tomar mais nenhum. Há cerca de 1 mês atrás uma amiga que pratica ioga me ensinou uma respiração que poderia me ajudar ou não pois como ela não é enxaquecosa não tinha como saber se funcionaria. Final de setembro tive uma crise fortíssima como há muito não tinha – rolando na cama e no quarto escuro me lembrei da tal respiração e como não tinha outra opção tentei me lembrar como era. Eu devia me sentar com os joelhos flexionados mas com dor isso não foi possível, então me joguei na cama, procurei relaxar o corpo o máximo possível e fiz a tal respiração mas não dando muito crédito – para minha surpresa depois de uns 20 minutos eu consegui sair daquele surto de dor, e no decorrer da madrugada qdo sentia a enxaqueca voltando eu repetia a tal respiração. Desde então, sempre que sinto a cabeça estranha eu relaxo o corpo (essa é a parte mais difícil) e respiro.
    Mudar o estilo de vida e alimentação é fundamental no tratamento preventivo mas como se vive hoje sob o peso do estresse, fica-se muito mais vulnerável à esta doença e depois de anos perambulando por consultórios médicos cheguei a conclusão que eles sabem pouco ou quase nada sobre a doença em si – quando comparecem a congressos ou simpósios eles falam sobre remédios?????
    Ormigrein, Maxalt, Naramig, Cefalium, Cefaliv, Sumax, e outros que já nem lembro mais fazem parte do meu passado. Ao invés de gastar meu dinheiro com remédios eu agora gasto com a minha alimentação – o Blog Crianças na Cozinha e as invenções da Pat são a minha inspiração diária.

  24. Laura Conde comentou

    Nunca li um obituário com tamanha satisfação!!!!!!!!!!!
    Minhas crises de enxaqueca se iniciaram quando eu tinha 24 anos e foi inesquecível, pois as primeiras vezes tive somente a aura da enxaqueca. Achei que estava tendo um curto circuito, pois enxergava luz, primeiro bem pequenina e depois todas as pessoas que tentava focar eram feitas de luz. Claro que também apareceu um mal-estar horrível e pela primeira vez na vida tive a nítida impressão que iria morrer. Mas não morri, fui do trabalho para casa amparada por um amigo e minha mãe tristemente me contou: ISSO É ENXAQUECA, IGUAL A MINHA!!!!!!!!!!!!! Mas não se preocupe quando vier a dor você pode tomar???????????????? ORMIGREIN!!!!!!!!!!
    E este aí virou meu companheiro inseparável por anos a fio. Incrível que em minha displicência nunca procurei um médico para me ajudar ou fazer um diagnóstico, pois aceitei meu destino de “ser enxaquecoso” como um Hindu aceita seu carma.
    Tantas voltas deram minha vida e aqui estou eu, mais uma mineira morando em São Paulo, marido e duas filhas a aguentar as lamúrias de quem sofre constantemente de dor.
    Mas evolui e devido as dificuldades de uma das minhas filhas em relação ao leite, e a minha vida de mineira do interior trilhei por caminhos diferentes em busca de uma alternativa que me levaram a ter muito mais consciência sobre a alimentação.
    Mesmo assim o ormigrein continuava meu companheiro até que uma amiga me disse ter ouvido de uma médica que aquele farmaco poderia levar ao óbito por seus inúmeros efeitos colaterais. Joguei o danado no lixo na mesma hora e comecei a pensar que poderia fazer algo em relação a alimentação que pudesse me ajudar, tanto mexi que encontrei o site e comprei o livro (mais um para minha coleção) e na verdade estava fácil, pois já fazia muitas coisas que estavam no livro, mas não com tanta seriedade. Hoje posso dar meu testemunho que vale a pena mudar!!!!!

  25. Analaura Reis comentou

    Dr.Feldman, muito obrigado primeiramente por este site maravilhoso, foi numa dessas crises de enxaqueca que eu o encontrei.
    A minha enxaqueca infelizmente e genetica, tenho noticias que minha bisavo, a Nona tinham, de 12 filhos que a Nona teve 5 tem problemas de enxaqueca e seus filhos tbem , a minha mae e um dos cincos filhos que teve problemas de enxaqueca, hj ela deixou de ter depois que entrou na menopausa.
    Somos em 6 irmaos, 4 sofrem com enxaqueca, ja fizemos varios tipos de exames e nao tivemos sucesso algum, hj a enxaqueca ja faz parte da minha vida infelizmente, cansei de procurar medicos e nao obter resultados, procuro controlar com uma alimentaçao rigorosamente selecionada e muita caminhada, e graças a vos com o CHA DE GENGIBRE, que tem me ajudado muito.
    Infelizmente so vim saber do seu livro aqui na Italia depois que me mudei, ja procurei por aqui para comprar mas nao obtive sucesso, pedi a uma amiga do Brasil para enviar para mim.
    Muito obrigada por toda sua orientaçao.

  26. RITA DE CASSIA ROCHA DA COSTA comentou

    O QUE TENHO A FALAR DE TODA A MATERIA E RESPOSTA QUE LI ATE O MOMENTO É QUE CONCORDO COM TUDO,POREM NA PRATICA NÃO É NADA VERDADE,COM CERTEZA OS PORTADORES DESTA ENIGMA DOR DE ENXAQUECA JA TENTARAM ASSIM COMO EU VARIOS TRATAMENTOS MEDICOS,EXAMES DE ALTA TECNOLOGIA,E NUNCA OBTIVEMOS ALEM DE UM LAUDO ENXAQUECA AGUDA,CRONICA,SINISUTE ETC,ETC,MAS TRATAMENTO PARA CURA NUNCA E QUEM OUVIU FALAR DESTA DROGA QUE É UMA FACA DE DOIS GUMES COM CERTEZA ESTA EM CRISE E PREFERE AINDA CORRER RISCOS E NÃO TER MAIS ESTA DOR ABSURDA,POIS SEM ELE COM CERTEZA ACREDITO QUE UMA DOR ABSURDA ASSIM TB ATACARA OUTROS ORGÃOS,E ACREDITO QUE PARA AS CONTRA INDICAÇÕES E FEITOS COLATERAIS QUE ESTE MILAGROSO REMEDIO CAUSA É BEM PROVAVEL TRATAMENTOS COM MEDICOS E COM RESULTADOS BONS AO CONTRARIO DESTA DOR DE CABEÇA.AGRADEÇO A TODOS PELA ATENÇÃO DADA E ESPERO OUTRO MEDICAMENTO QUE ME TIRE ESTA DOR ABSURDA QUE SOMENTE QUEM TEM SABE O QUE É.ABRAÇO E BJOS A TODOS GRATA.

  27. francislei comentou

    Ola, doutor
    tenho exaqueca a anos, e antes de descobrir o problema, sempre tomava dorflex com o tempo o estomago ja não era o mesmo adquiri uma gastrite moderada, q mesmo sendo tratada nunca melhorou, comesei a tomar, remédios proprios para enxaqueca, como o ormigren enxark e outros, mas o ormigrein era o compião não ficava sem ele de jeito nenhum so de pensar q estava sem pelo ou menos dois na bolsa entrava em pânico estress total, porque minhas crises costumam vir de madrugada e se não tiver um ormigrein perto morro de tanta dor, mas agora q a medicação saiu do mercado, tenho remediado com enxark e outros, mas confeço q ja estava viciada com ele, mas vendo agora, os efeitos ruins q ele causa, da medo tbem. O certo é procurar um especialista mesmo e tratar o problema embora seja mais questão de alimentaçao do que remédios para tratar o problemas é muito bom poder ler os depoimentos das pessoas q sofrem do mesmo mal, e claro poder acompanhar e inteder melhor o problemas com suas esplicaçoes. Obrigada!!! abraços

  28. nivaldo almeida comentou

    Todo mundo sabe que enxaqueca não tem cura, e esse papo de procurar um medico é tudo conversa
    ja passei por varios medicos e tratamentos aqui em campinas e atualmente estou seguindo um trata
    mento e nada!!! Na verdade falta é respeito com o consumidor que tem que se virar para ter uma vida
    descente, principalmente quem sofre de cefaléia.

    • comentou

      O fato de um dado indivíduo ter passado por “vários médicos”, seguido tratamentos, e “nada”, NÃO SIGNIFICA que “esse papo de procurar um médico é tudo conversa”. É perfeitamente possível que esse indivíduo pode ter ido aos médicos errados (no meu livro explico como aumentar as chances de encontrar um médico certo). Ou mais provavelmente, tenha confundido seu médico com a Fada Azul (http://www.enxaqueca.com.br/blog/?p=78).

  29. lucila comentou

    dr. eu vive desde minha infancia de ,8 a10 anos com enxaqueca, ficava 2 ou3 dias muito mal os medico me medicavam, mas nada adiantava.minha mãe me dava chás de varias plantas, até que eu melhorava sem saber oq tinha tirado a dor,quando eu estava com 40 anos um medico me receitou o ormigreim, e foi um verdadeiro milagre, quando a enxaqueca chegava era só tomar um comprimido15 minutos depois eu estava muito bem nunca foi preciso tomar mais q 1 cp, hoje estou sofrendo, não sei oq fazer,eu preciso de ajuda ,oque tomar pr substitui, o ormigreim ?já passei muitas vezes no gastro, no neuro ainda ñ receitarão nada pr substituir, que tira minhas dores de cabeça ,espero q o ormigreim volte, um abraço obrigada.

  30. marcos comentou

    Boa noite !. A maioria da população tem acesso se quer ao sistema de saúde oferecido pelo governo e se quer um dia imaginam pode passar por um exame em clinicas sofisticadas e doutores especialistas . E como eu me encaixo no descrito com certeza com o fim do ormigreim o que e irei fazer ? , morrer ! . vi uma alternativa aqui bem sugestiva , será q depois de 12 anos usando ormigreim se eu mudar para o enxak terei o mesmo alivio para meu problema ou aumentarei meu risco é de ir a óbito?. Obrigado aí dr.

    • comentou

      Marcos, na minha opinião a manutenção de nossa saúde não depende do “sistema de saúde”, seja ele oferecido pelo governo, seja pela iniciativa privada. A manutenção da saúde depende de nós mesmos. Se você ler este meu artigo http://www.enxaqueca.com.br/blog/?p=350, verá que na minha opinião as intervenções médicas apenass aliviam os sintomas da enxaqueca, mas não curam a doença. Cabe a cada um de nós buscar um estilo de vida cada vez mais saudável – e isso não depende de médicos ou do “sistema de saúde”.

      Cabe a nós, os médicos, encontrar o melhor tratamento para os SINTOMAS, de modo que esse tratamento funcione ao máximo e agrida ao mínimo o paciente. Nunca devemos nos esquecer que remédios são DROGAS, e as drogas, como a própria palavra deixa implícito, são facas de dois gumes. Minha mensagem para todos é: NUNCA SE AUTOMEDIQUEM. Remédios como Enxak e Ormigrein podem ter efeitos colaterais graves e até fatais. Todo médico possui treinamento para tratar cada paciente com maior segurança. Inclusive os médicos integrantes do sistema de saúde oferecido pelo governo. A propósito, o sistema de saúde oferecido pelo governo, assim como o da iniciativa privada, pode ser muito bom ou muito ruim. É preciso procurar.

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