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Enxaqueca Pode Diminuir Rendimentos!

Jornal da Associação Americana de Enfermagem em Saúde OcupacionalArtigo Científico da Semana: A edição de Fevereiro do Jornal da Associação Americana de Enfermagem em Saúde Ocupacional (American Association of Occupational Health Nursing Journal - AAOHNJ – volume 55, número 2, páginas 51 a 56), traz um artigo do Departamento de Segurança do Trabalho e Saúde Ocupacional da Universidade de Cincinnati (EUA), diz exatamente isso: “A enxaqueca afeta a qualidade de vida e a capacidade de trabalho ou estudo, podendo diminuir a capacidade de ganhar dinheiro”.

A enxaqueca causa impacto no local de trabalho não apenas pelo absenteísmo (faltas por causa da doença), mas também pelo presenteísmo (a pessoa comparece ao trabalho, porém seu desempenho e função são prejudicados). Além disso, a enxaqueca provoca um aumento considerável nos custos das empresas com a saúde.

Este artigo é muito importante, pois comprova, no meio científico, fatos preocupantes para a economia pessoal e das empresas. As conseqüências podem resvalar até na economia do país, afinal estima-se que 1/5 da população mundial sofre de enxaqueca.

O artigo também explica que o problema não está na enxaqueca em si, uma vez que essa doença crônica possui tratamento eficaz através de mudanças do estilo de vida e medicamentos. O problema está nos muitos casos que não receberam um diagnóstico adequado, e ao desconhecimento das medidas que podem ser tomadas para diminuir significativamente a freqüência e a intensidade das crises de enxaqueca.

O artigo prevê a necessidade de pesquisas para estimar a enorme economia que as empresas poderiam fazer a partir de intervenções bastante simples no local de trabalho, como ações para diagnosticar os casos de enxaqueca e implementar programas que favoreçam mudanças de estilo de vida no sentido de minimizar o impacto da enxaqueca nas pessoas e nas empresas.

No Brasil, esse interesse já está começando. Como médico, tenho sido chamado para falar sobre enxaqueca em empresas de vários estados. Mais que isso, tenho implantado Programas de Medicina do Estilo de Vida em instituições como a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) (a primeira orquestra do mundo a implantar um programa desta natureza) (o trabalho na OSESP teva a duração de 2 anos, entre 2007 e 2009), com o objetivo de prevenir várias doenças (entre as quais a enxaqueca), visando tornar máximo o desempenho e a longevidade profissional.

Comentários dos Meus Leitores

  1. Imagem de Luciana NaregiLuciana Naregi comentou

    Eu sei o que é ser prejudicada pelas crises de enxaqueca no trabalho, tive que pedir afastamento, para poder ficar livre dos olhares de insatisfação com minhas freguêntes faltas e atestados médicos.
    Acho que essa doença deveria ser mais divulgada nas empresas, a falta de informação das pessoas que convivem com nos enxaquecosos, é um problema à mais, por que elas não compreendem o que realmente é essa dor insuportável e pensam que é mais uma desculpa para não trabalhar!

  2. Imagem de Nara PolicarpoNara Policarpo comentou

    Eu sei bem o que é ser prejudicada no trabalho por causa de crises de enxaqueca. As minhas são quase diárias, e por causa delas, não consigo ter o rendimento que gostaria. Ainda sou estudante, mas me preocupo com o meu futuro pois desejo entrar no mercado de trabalho e com essas minhas crises será um pouco difícil de conseguir estabilidade no emprego. E o mais difícil nisso tudo é a ignorância das pessoas à cerca da doença, que acham que estamos “inventando” ou com preguiça de trabalhar. A minha vida tem sido insuportável por conta das dores.

  3. Imagem de inesiainesia comentou

    Tenho 58 anos e convivi 54 com a enxaqueca.Com minha aposentadoria dediquei-me a ler e seguir as informações de um livro, que fui presenteada por meu filho. ENXAQUECA SÓ TEM QUEM QUER. Se tivesse tido conhecimento antes, teria desempenhado minha profissão com muito mais liberdade e alegria, pois a enxaqueca me deixava muito deprimida.