Você que já leu meus livros e acompanha meu trabalho já sabe minha opinião sobre a cura da enxaqueca, a qual se baseia não só na minha experiência clí
nica de mais de 20 anos, mas também na ciência: não existe, em toda a medicina, a cura da enxaqueca. Em outras palavras: não existe nenhum médico, nenhum procedimento, intervenção, droga, remédio natural, suplemento, cirurgia, que seja capaz de curar a enxaqueca.
Na verdade, o mero fato de achar que um médico, remédio ou intervenção externa pode curar a enxaqueca é o mesmo que
acreditar em bruxaria: obviamente não existe pílula mágica, poção mágica, agulha mágica ou qualquer outra coisa do gênero, que seja capaz de reverter o processo neuroquímico e hormonal que existe por trás dos sintomas da enxaqueca.
Os sintomas – e não as causas – da enxaqueca, esses sim, podem ser controlados, minimizados e até suprimidos (pelo menos temporariamente) graças à atuação do médico e dos tratamentos que a medicina oferece. Essa atuação pode se estender além das drogas (que sempre possuem efeitos colaterais capazes de prejudicar nosso organismo), e incluir outras intervenções e tratamentos médicos bem menos agressivos e tão ou mais eficazes, como por exemplo uma acupuntura bem realizada, e outras intervenções. Ainda assim, é bom lembrar que cada indivíduo responde melhor a um determinado tipo de tratamento, e cabe ao médico encontrar o melhor, mais eficaz e menos agressivo possível.
Mas por mais que a medicina intervencionista avance na capacidade de minimizar os sintomas da enxaqueca, ela jamais será capaz de curá-la.
Curar a enxaqueca é atuar sobre sua causa. E isso, ninguém nesse mundo é capaz de fazer – a não ser VOCÊ MESMO.
Na minha opinião, a cura está dentro – e não fora – de você. Somente você é capaz de influenciar, de dentro, as substâncias químicas, neurotransmissores, hormônios e receptores envolvidos na sua doença.
E como isso é possível?
Através de mudanças de hábitos e estilo de vida!
A maneira como dormimos, como nos alimentamos, como nos movimentamos e como gerenciamos nossas emoções, influencia diretamente aqueles fatores que se encontram em desequilíbrio.
Aproveite para tomar uma decisão pela sua saúde. Aproveite para se dar o maior presente para sua vida: a decisão de se cuidar.
Ninguém pode cuidar melhor de você, que você mesmo.
Cuidando-se, você passa a sentir um controle, um poder cada vez maior sobre sua saúde e seu destino. Sim – você perceberá que seu próprio humor, estado de espírito, beleza e saúde não são obras do acaso, mas dependem, quase inteiramente, de como você se cuida.
E o ato de se cuidar não é tão difícil assim. Pode começar com um bom
banho, uma boa massagem, um tempo que você dedica só para você todos os dias. É claro que cuidar-se passa necessariamente pelas
suas escolhas e conhecimentos na área da alimentação, sono, atividade física e gestão do stress. Para aprender a fazer isso, você pode começar lendo atentamente o meu livro, que trata justamente sobre este assunto, e que já ajudou a milhares de pessoas.
E onde fica o seu médico em tudo isso? Na minha opinião, o papel do médico é orientar, diagnosticar, e quando necessário, tratar dos seus sintomas. Mas nessa parceria entre você e seu médico, é você quem detém o papel principal: o de cuidar ativamente, e bem, dessa prova viva da manifestação divina que é você.



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